Candidato à Presidência desmente veementemente suposta articulação para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida e alerta eleitores sobre fluxo de desinformação na reta final da disputa
A reta final da corrida eleitoral de 2026 foi marcada por um forte embate político em torno de valores religiosos e narrativas propagadas na mídia. O foco da polêmica recente envolveu o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que veio a público rechaçar categoricamente um boato disseminado digitalmente e repercutido por órgãos de imprensa sobre um suposto plano ou “movimento” político voltado a retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.


A origem do mal-entendido e o pedido de desculpas da emissora
O episódio ganhou tração após comentários transmitidos pela programação da emissora GloboNews, nos quais se ventilou a existência de uma articulação por parte de parcelas evangélicas envolvendo o nome do parlamentar com o objetivo de alterar o status histórico e religioso da santa nacional.
Diante da repercussão imediata e da total inconsistência dos dados, a rede de comunicação formalizou uma retratação, reconhecendo o erro na condução e na associação da pauta à figura de Flávio Bolsonaro. Verificou-se que a menção recaía sobre um antigo projeto de lei tramitado e arquivado em instâncias legislativas décadas atrás — mais precisamente em 2008 —, o qual jamais contou com a autoria, assinatura ou qualquer tipo de vínculo por parte do senador. Na prática, a proposta sequer existe no cenário legislativo atual.
A manifestação do candidato e o alerta sobre o cenário eleitoral
Por meio de suas redes sociais e declarações públicas emitidas durante sua agenda de campanha em Minas Gerais, Flávio Bolsonaro repudiou o episódio, classificando a difusão da narrativa como uma mentira sem fundamento lógico ou factual.
“Fiquem espertos, pois a máfia do PT vai espalhar várias mentiras ao longo de todos os dias até as eleições.”
O candidato enfatizou o seu respeito a todas as crenças religiosas, bem como àqueles que optam por não professar nenhuma religião, contrapondo sua postura à de adversários políticos que buscam interferir até mesmo nas diretrizes e normas internas da Igreja Católica. Reforçando o tom de cautela aos eleitores, o postulante ao Planalto encerrou sua manifestação reiterando seus princípios de fé: “Deus no comando sempre!”
Fonte: Globo News
Imagem da capa editada por IA


















