Estratégia desenhada por assessores econômicos prevê enxugamento drástico na máquina federal em caso de vitória nas urnas, exigindo articulação direta com o Congresso Nacional
A equipe econômica alinhada à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República elabora os contornos de uma proposta apelidada internamente de “PEC da Transição”, com o objetivo central de promover um corte de despesas da ordem de R$ 300 bilhões nas contas públicas. As informações foram detalhadas pelo analista de política.

Os Eixos da Proposta de Ajuste Fiscal
O plano de austeridade em estudo busca reestruturar o perfil orçamentário federal logo no início de uma eventual nova gestão. A proposta visa impor restrições severas ao crescimento das despesas públicas, distanciando-se do atual formato fiscal e mirando metas de superávit primário por meio da redução de estruturas administrativas e de despesas discricionárias.
Apesar da magnitude do montante estipulado, a efetivação de um corte dessa envergadura exigirá um planejamento rigoroso dividido em etapas de implementação, resguardando discussões sobre quais áreas sofrerão os impactos diretos do enxugamento orçamentário.
O Desafio Político e a Relação com o Congresso
A viabilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com esse teor esbarra diretamente no cenário político do Poder Legislativo. Para que o texto avance e seja aprovado, a articulação precisará obrigatoriamente passar por negociações complexas com as Mesas Diretoras e lideranças partidárias, incluindo os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Além disso, a composição das novas bancadas formadas a partir do resultado das urnas será determinante para medir a correlação de forças e definir se o futuro governo terá o capital político necessário para chancelar o ajuste fiscal bilionário no Parlamento.
Fonte: CNN BRASIL
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