Em declaração contundente na segunda-feira (28), o candidato da oposição criticou duramente a estratégia do Palácio do Planalto e enfatizou que “o plano de Deus ninguém muda”
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) subiu o tom contra seus principais adversários e desferiu duras críticas ao núcleo de articulação da campanha de Lula da Silva.
Reagindo à enxurrada de boatos e narrativas falsas que dominaram o noticiário político nas últimas semanas, Flávio classificou a situação como um esquema deliberado de desinformation, batizando os responsáveis de “Liga da Mentira do PT”.


De acordo com as declarações divulgadas e repercutidas com base em análises de bastidor — incluindo apontamentos da imprensa sobre a origem dos boatos após a constatação de desgaste entre o eleitorado católico —, a criação de narrativas inverídicas sobre símbolos religiosos e figuras sacras fez parte de uma tentativa de conter o avanço da oposição.
Para Flávio Bolsonaro, a difusão de conteúdos falsos reflete o desespero da atual gestão para se manter no poder a qualquer custo:
“A teia de mentira faz parte do plano de Lula de fazer o ‘diabo’ pra ficar no poder”, disparou o candidato da oposição, ressaltando o uso de métodos questionáveis na disputa eleitoral. Rebater as investidas no campo espiritual levou o parlamentar a enfatizar uma mensagem direcionada à base conservadora e católica: “Ele só esqueceu que o plano de Deus ninguém muda!”.
A manifestação de Flávio reforça o clima de polarização extrema que marca o cenário político nesta última semana antes da votação do primeiro turno. Com investigações em andamento, manifestações de entidades religiosas e debates acalorados nos tribunais superiores sobre o controle da desinformação, a poluição informacional tornou-se o principal campo de batalha da eleição de 2026.
Enquanto a campanha governista tenta conter os danos provocados pelo desgaste em pautas caras ao eleitorado, a oposição busca blindar sua base e transformar o episódio da circulação de fake news em um símbolo do que classifica como o uso desmedido da máquina e de artifícios eleitorais pela base governista.
Fonte: Estadão
*Imagem da capa editada por IA


















