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PRECISAMOS DE MAIS DEBATE: Congresso articula PEC populista para depois do segundo turno

Oposição tenta que a votação da pauta trabalhista seja remarcada para o período pós-eleitoral

A discussão em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 ganhou contornos de acirrada disputa política e eleitoral no Congresso Nacional. Com o avanço das articulações no Senado Federal para pautar o tema na reta decisiva que antecede o segundo turno do dia 25 de outubro, parlamentares da oposição mobilizam estratégias para adiar a votação definitiva da matéria para depois do pleito.

Flávio Bolsonaro que mudar a escala 6×1, dando liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horário, assista: 

Lula ataca Flávio sobre fim da escala 6×1, assista:

A movimentação ocorre em meio a um cenário de forte polarização, no qual a pauta trabalhista transformou-se em um dos principais eixos de debate entre o Palácio do Planalto e os aliados da oposição.

A Estratégia da Oposição e as Críticas ao Planalto

Lideranças oposicionistas classificam a tentativa de votar a proposta neste momento como uma manobra de caráter puramente eleitoral. Coordenador da campanha oposicionista e senador, Rogério Marinho (PL-RN) declarou publicamente que a insistência na tramitação rápida reflete o “desespero” governamental para tentar reconectar o atual mandatário com o eleitorado:

“Nós achamos que a discussão agora é oportunista, não nos negamos a discutir jornada, esse ou qualquer outro assunto. Agora, o presidente Lula está desesperado para encontrar alguma forma para se reconectar com o eleitorado”, afirmou Marinho.

A oposição avalia que submeter o texto sensível do fim da escala 6×1 ao plenário às vésperas da votação final da eleição presidencial serve para forçar desgastes artificiais e pressionar parlamentares de diferentes correntes partidárias.

Enquanto a base governista defende a fixação rígida de uma jornada máxima de 40 horas semanais com dois dias de repouso remunerado e preferencialmente aos domingos, a ala ligada a Flávio Bolsonaro e ao PL argumenta a favor de modelos de escala flexível. A proposta alternativa do grupo oposicionista busca dar maior liberdade institucional para que o próprio trabalhador e os setores produtivos negociem e escolham sua carga horária, evitando o engessamento regulatório das empresas.

Com o calendário legislativo pressionado pelas sessões de debates no Senado e pelo desfecho da corrida presidencial, o destino da PEC permanece no centro dos embates políticos e jurídicos da semana.

Fonte: CNN BRASIL

*Imagem da capa editada por IA

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