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Presidente da Fiesp se manifesta sobre fala de Lula sobre escala 6×1

Entidade empresarial questiona o timing político da discussão sobre a redução da jornada de trabalho e aponta riscos de alta nos preços de produtos e serviços básicos

A recente manifestação do petista Lula da Silva a respeito da escala de trabalho conhecida como 6×1 — modelo em que o funcionário labora por seis dias e descansa apenas um — gerou forte repercussão no setor produtivo. A presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) veio a público criticar duramente o posicionamento do governo, questionando tanto a real motivação quanto as consequências econômicas da medida.

Crítica ao Timing e Tom Eleitoral

Durante seu pronunciamento, o representante da Fiesp chamou atenção para o momento em que o tema ganhou destaque no debate nacional. Segundo a entidade, após um longo período de gestões lideradas pelo Partido dos Trabalhadores (PT), totalizando 18 anos no poder, causa estranheza que a preocupação com o regime de trabalho 6×1 surja justamente na véspera de um período eleitoral.

Essa coincidência temporal levou o setor a rotular a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto como uma manobra puramente eleitoreira, conhecida popularmente como “PEC boca de urna”. Na visão da federação, a população está atenta e não se deixa enganar por promessas de apelo popular desacompanhadas de um debate técnico aprofundado.

O Impacto no Custo de Vida e na Inflação

Além de questionar a intenção política por trás do debate, a Fiesp enfatizou os riscos econômicos diretos que a redução da jornada sem a devida compensação de produtividade traria para o bolso do consumidor. A entidade alertou que o discurso governamental omite os reflexos negativos na cadeia de consumo.

De acordo com a avaliação empresarial, a mudança na escala de trabalho elevaria os custos operacionais de condomínios, supermercados, padarias e diversos outros setores do comércio e serviços. Como consequência inevitável, o poder de compra da população seria severamente reduzido: com a mesma quantia de dinheiro atual, o cidadão passaria a adquirir um volume bem menor de mercadorias essenciais, alimentando pressões inflacionárias no dia a dia.

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