Durante o julgamento, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pediu a cassação de Castro por suposto uso da Fundação Ceperj e da Uerj para contratação de cabos eleitorais.
Em julgamento na primeira instância eleitoral, a chapa de Castro foi absolvida por 4 votos a 3 da acusação de abuso de poder polÃtico e econômico. Foi a partir desta derrota que a Procuradoria recorreu ao TSE para tentar cassar os mandatos.
Ao pedir a cassação, o Ministério Público também solicitou ao TSE a inelegibilidade de Castro, Rodrigo Bacellar e de outros acusados.
ENTENDA O CASO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia nesta terça-feira o julgamento da ação que pode resultar na inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Castro rejeita qualquer irregularidade e afirma que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já arquivou o processo por falta de evidências.
O julgamento começará com a leitura do relatório pela relatora, ministra Isabel Gallotti. Depois, serão apresentadas as alegações da Procuradoria-Geral Eleitoral, que acusa, e das defesas. Só então aa ministra emitirá seu voto.Espera-se que o voto da ministra seja detalhado e contrário ao governador fluminense.
Relatora de processo envolvendo outro governador — Antonio Denarium, de Roraima —, a ministra defendeu a cassação do mandatário estadual em agosto. O julgamento, porém, foi suspenso por pedido de vista de André Mendonça.
Há expectativa de que o caso de Castro seja interrompido por pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, que vota logo após a relatora, conforme o regimento do tribunal.Mesmo com pedido de vista, a avaliação na Corte é que a pausa não ultrapassará 10 dias e que o processo retornará rapidamente à pauta.Castro responde a duas ações que investigam abuso de poder polÃtico e econômico em 2022, absolvidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, mas recorridas pelo Ministério Público Eleitoral ao TSE.
Além de Gallotti, Antônio Carlos e Nunes Marques, integram o julgamento a presidente da Corte, Cármen Lúcia, e os ministros André Mendonça, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.Nunes Marques e André Mendonça foram nomeados para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, mesma legenda de Castro.
A Procuradoria-Geral Eleitoral requer a cassação de Castro por suposto uso da Fundação Ceperj e da Uerj para contratar cabos eleitorais.Em caso de cassação, assume o governo o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, até a realização de eleições suplementares.A lei estabelece duas possibilidades para cassação de governadores.
Se ocorrer a menos de seis meses do fim do mandato, a eleição será indireta, pelos deputados estaduais. Fora desse prazo, será direta.Em nota, o governador declarou que “reafirma total confiança na Justiça Eleitoral e destaca que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já havia julgado improcedentes as acusações referentes à s eleições de 2022, por ausência de provas”.
Castro também afirmou que “todas as ações do governo seguiram dentro da legalidade, sem qualquer relação com a campanha eleitoral” e que “reitera respeito absoluto ao processo legal e à vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que o elegeram”.

















