Revelações jornalísticas apontam custeio de estadia milionária em São Paulo e contrato expressivo em meio a debates jurídicos de interesse do setor bancário
Novas investigações e reportagens divulgadas na imprensa nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, trouxeram à tona detalhes sobre uma hospedagem de luxo custeada pelo empresário Daniel Vorcaro — ex-dono do Banco Master — em favor de Francisco Feitosa (conhecido como Chiquinho Feitosa), que na época era ex-cunhado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.


A estadia ocorreu em maio de 2024, estendendo-se por três noites no hotel de alto padrão Rosewood, localizado em São Paulo. O episódio ganhou relevância por preceder um julgamento virtual no STF que discutia a abertura e regulação de novos cursos de medicina, tema de forte interesse para o grupo financeiro.
Detalhes da Hospedagem e Vínculos Contratuais
De acordo com as apurações jornalísticas, os valores associados à estadia chamam a atenção pelo elevado montante:
- Alto custo de diárias: As reservas no hotel Rosewood ultrapassavam a marca de R$ 30 mil por diária, evidenciando o padrão do custeio bancado pelo empresário.
- Contrato milionário paralelo: Conforme revelado anteriormente pelo jornal Estadão, além das cortesias e favores de infraestrutura, Vorcaro mantinha com o ex-senador um contrato estipulado em R$ 500 mil mensais.
- Atuação em processos: As investigações apontam que o ex-parlamentar tratava com o banqueiro de pautas e andamentos de processos na mais alta Corte do país, além de ter articulado encontros da equipe do empresário em gabinetes de ministros.
Resposta e Defesa dos Envolvidos
Diante da repercussão dos fatos publicados pelos veículos de comunicação:
- Explicação de Chiquinho Feitosa: O ex-senador confirmou o recebimento da hospedagem sob a justificativa de ter sido contemplado com um voucher para um evento beneficente, negando veementemente qualquer tentativa de interferência ou aproximação ilícita entre Vorcaro e o ministro Gilmar Mendes.
- Posicionamento do Ministro Gilmar Mendes: Por sua vez, o magistrado declarou publicamente que não tratou de pautas do Ministério da Educação ou de julgamentos com os citados, ressaltando que seu voto no respectivo julgamento sobre cursos de medicina seguiu estritamente a posição defendida pelo governo federal.
As apurações continuam a destrinchar os desdobramentos das relações entre operadores do mercado financeiro e figuras influentes da política nacional.
Fonte: Jp News
*Imagem da capa editada por IA


















