Lobista nega ter permitido o repasse de dados fiscais e bancários e promete acionar assessoria jurídica contra o uso de informações protegidas por segredo de Justiça
Nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a lobista Roberta Luchsinger utilizou suas redes sociais para fazer uma denúncia sobre a divulgação e entrega de seus dados sigilosos. A manifestação ocorreu após a veiculação de publicações que apontavam o repasse de informações e documentos protegidos por sigilo.
Em seu pronunciamento gravado em vídeo, Roberta expressou indignação ao tomar conhecimento, por meio de seu feed nas redes, de postagens envolvendo figuras políticas — como Guilherme Boulos e Camilo Santana — associadas à entrega de seus dados pessoais, incluindo sigilos bancário e fiscal.
Inexistência de Autorização e Consulta Prévia
Durante o relato, a ativista reafirmou categoricamente que não autorizou qualquer pessoa ou equipe de campanha a utilizar, repassar ou apresentar seus documentos. Ela destacou que os dados em questão integram inquéritos que correm sob segredo de Justiça e que não houve qualquer consulta ou pedido prévio de consentimento a ela direcionado.
“Não autorizei essa gente a entregar nenhum documento meu! […] Eu não autorizei que nenhum sigilo meu, que está inclusive dentro dos inquéritos sobre segredo de Justiça, fosse enviado para lado nenhum. Aliás, ninguém me consultou”, declarou Roberta Luchsinger.
Adoção de Medidas Judiciais
Classificando o episódio como uma conduta grave e potencialmente criminosa, Roberta questionou a origem da ordem e quem teria sido responsável por retirar e manipular documentos confidenciais contidos nos autos para uso público.
Diante do exposto, ela informou que agendou reunião com sua equipe de advogados para tomar as providências legais cabíveis. A lobista frisou que não deixará seu nome e dados pessoais serem expostos sem o devido amparo legal.
Contexto da Controvérsia
O desabafo de Roberta contesta declarações e movimentações que atribuíam a entrega voluntária de seus sigilos fiscais, bancários e telemáticos no âmbito das investigações. Segundo Roberta Luchsinger, o uso não autorizado de suas informações sigilosas fere o segredo de Justiça e requer a devida apuração pelas autoridades competentes para identificar os responsáveis pelo vazamento dos documentos


















