Nascido em Chicago, o líder supremo da Igreja Católica utilizou o sistema de votação por correio para participar do pleito americano, registrando um feito inédito na história da Santa Sé
Em um acontecimento inédito para a Igreja Católica e para a diplomacia internacional, o Papa Leão XIV tornou-se o primeiro pontífice na história a votar em uma eleição norte-americana. Natural de Chicago, no estado de Illinois, o líder religioso optou por enviar sua cédula via correio para participar das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

De acordo com informações apuradas pela agência de notícias Reuters, o pontífice consta nos registros eleitorais do estado de Illinois sob seu nome civil de nascimento, Robert Francis Prevost. O Vaticano, por sua vez, preferiu manter o sigilo do voto, não revelando publicamente quais candidatos ou partidos receberam a preferência do chefe da Igreja.
O Contexto das Eleições de Meio de Mandato
A participação do pontífice ocorre às vésperas da votação oficial das midterms, agendada para 3 de novembro de 2026. A disputa eleitoral definirá os rumos do poder legislativo e de diversas administrações locais nos Estados Unidos:
- Câmara dos Representantes: Estão em jogo todas as 435 cadeiras do parlamento.
- Senado: A renovação contempla 35 das 100 vagas da casa alta.
- Governos Estaduais: 36 estados americanos escolherão seus novos governadores, além do preenchimento de cargos legislativos estaduais e municipais.
Tensões Diplomáticas e Relação com Donald Trump
O ato do pontífice ganha destaque adicional em razão do histórico recente de desentendimentos entre a Santa Sé e o ex-presidente Donald Trump. Em abril de 2026, Trump desferiu críticas públicas a Leão XIV, declarando que o papa apresentava uma postura “fraca no combate ao crime” e com desempenhos ruins em temas de política externa. Na ocasião, o líder republicano mencionou ter preferência por Louis Prevost, irmão do pontífice, em razão do alinhamento dele ao movimento político Make America Great Again (MAGA).
Diante das acusações e polêmicas, Leão XIV afirmou abertamente que não teme Donald Trump. O líder católico mantém posições firmes em defesa dos direitos humanos, com ênfase na proteção de migrantes e no respeito irrestrito ao direito internacional.
Além disso, a diplomacia vaticana tem manifestado de forma recorrente suas preocupações com relação a intervenções militares e posições diplomáticas tomadas pelos Estados Unidos em diferentes regiões geopolíticas sensíveis, como a Venezuela, Cuba, o Irã e a Groenlândia.
Fonte: Poder360
*Imagem da capa editada por IA


















