Em entrevista na Flórida, ex-parlamentar argumenta regularidade migratória própria e de Flávio Bolsonaro, reforçando que medidas sobre permanência no território norte-americano dependem do Poder Executivo
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) declarou que não teme eventuais medidas de fiscalização ou questionamentos movidos por congressistas do Partido Democrata nos Estados Unidos contra ele e seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após os resultados das eleições legislativas de meio de mandato (midterms), que conferiram vitória expressiva e o controle do Congresso federal norte-americano aos democratas a partir de janeiro de 2027.
Declarações na Flórida e regularidade migratória
A afirmação foi concedida durante entrevista ao influenciador norte-americano Joey Mannarino. O diálogo antecedeu a participação de Eduardo Bolsonaro na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Mar-a-Lago, propriedade do presidente Donald Trump localizada na Flórida.
Durante a conversa, Eduardo sustentou que sua situação migratória e a de seu irmão no país estão devidamente regularizadas. Eduardo reside em solo norte-americano desde fevereiro de 2025, ocasião posterior à sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Por sua vez, Flávio Bolsonaro deslocou-se para os EUA dois dias após a realização do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras.
Papel do Congresso e normas de deportação
A nova maioria conquistada pelo Partido Democrata no Legislativo dos EUA abre espaço para pedidos de esclarecimentos e ampliação de apurações acerca das conexões entre integrantes da administração do presidente Donald Trump e a família Bolsonaro.
No entanto, o controle de comissões ou das Casas legislativas não concede aos parlamentares a prerrogativa direta de decretar deportações ou cancelar vistos de cidadãos estrangeiros. No sistema institucional norte-americano, a gestão e a execução das políticas de imigração constituem competência exclusiva do Poder Executivo, sendo operadas por órgãos federais específicos, como o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security).
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa editada por IA

















