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Grana a vista: Conglomerado de mídias querem ficar perto do cofre

O Grupo Globo deu início oficial na quarta-feira (3/12) à construção do Edifício Roberto Marinho, sua nova sede na capital federal. 

A cerimônia de lançamento da pedra fundamental marcou o pontapé inicial de um projeto que, pela primeira vez, reunirá todas as empresas do conglomerado – TV Globo, jornais, rádios e plataformas digitais – em um único endereço em Brasília.

A obra, que tem previsão de conclusão em dois anos, integra as comemorações do centenário do Grupo Globo e representa um marco na presença da empresa na região. 

“É um novo capítulo na história da companhia em Brasília, reforçando nosso compromisso com inovação, integração e sustentabilidade”, afirmou Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais do grupo.

O edifício foi projetado para abrigar operações totalmente integradas, com estúdios de última geração, redações multimídia, ilhas de edição e espaços colaborativos. 

A sustentabilidade é outro destaque do projeto: o prédio contará com eficiência energética, aproveitamento de luz natural, gestão inteligente de água e resíduos e tecnologias que reduzem o impacto ambiental. 

Localizado em área estratégica, o complexo terá acesso facilitado a transporte público.

A placa comemorativa foi descerrada por Paulo Tonet Camargo; Nicodemos Venâncio Junior, presidente do Grupo Venâncio – parceiro no empreendimento – e Manuel Belmar, diretor de Produtos Digitais, Finanças, Jurídicos e Infraestrutura da Globo.

Com a pedra fundamental lançada, o Grupo Globo inicia a construção de uma sede moderna e preparada para os desafios futuros do jornalismo e da comunicação no Brasil.

Bastidores:

Construir uma sede novinha em folha em Brasília, juntando todo mundo no mesmo prédio, custa algumas centenas de milhões de reais. Fazer isso logo depois de anos de demissões, corte de custos e “transformação digital” soa, no mínimo, curioso.

A versão oficial é linda: “integração, sustentabilidade, comemoração dos 100 anos”.

A versão da rua (e de muito jornalista que já passou pelo grupo) é mais direta: “querem ficar a dois quarteirões do Planalto e do cofre da publicidade estatal e das emendas parlamentares”.

Não é teoria da conspiração: é só olhar o histórico. Quem anuncia mais no Brasil? Governo federal, estatais e verbas de emenda (muitas vezes direcionadas via Fundo Nacional de Publicidade e congêneres). Ter um endereço pomposo em Brasília facilita acesso a ministro, secretário, deputado, assessor. Facilita café da manhã, almoço, jantar, “parceria institucional”.

Então sim: tem integração jornalística, tem estúdio bonitinho, tem placa de aço escovado com o nome do fundador.

Mas tem também a conta prática: quanto mais perto do dinheiro público, melhor.

E olha… ninguém no mercado acha que é só coincidência.

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