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Absurdo: Carga tributária mais alta em 2026

Reforma Tributária de Lula: especialistas e empresários manifestam forte preocupação com o novo modelo de impostos

Após a promulgação da Emenda Constitucional 132/2023 e a recente aprovação da regulamentação na Câmara dos Deputados em novembro de 2025, o Brasil caminha para a maior mudança tributária em décadas, com a entrada gradual do novo sistema a partir de 2026. O que era apresentado como simplificação, porém, já desperta temores generalizados sobre o aumento da carga tributária e os riscos para a economia.

Os cinco tributos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) serão substituídos por três novos: a CBS (federal), o IBS (partilhado entre estados e municípios) e o Imposto Seletivo. A alíquota padrão combinada (CBS + IBS) poderá chegar a cerca de 26,5% — uma das mais altas do mundo, segundo críticos.

“O Brasil terá uma das maiores alíquotas nominais do mundo”, alertou o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, que tentou tranquilizar ao acrescentar: “mas com a menor carga tributária efetiva sobre o consumo entre os países da OCDE, graças aos mecanismos de devolução e isenções”. 

Confirma simulação com nova alíquota:

Entidades empresariais, no entanto, contestam a afirmação e temem que o prometido cashback para famílias de baixa renda não compense o impacto inflacionário generalizado.

Entre os pontos que mais preocupam o setor produtivo estão:

  • A incerteza sobre a longo prazo com a alíquota final ainda a ser fixada por lei complementar 
  • O risco de judicialização em massa durante a transição até 2033 
  • O peso do Imposto Seletivo sobre bebidas, cigarros, refrigerantes e até veículos considerados poluentes, que pode ser repassado integralmente ao consumidor 
  • A complexidade do sistema de cashback e da lista de produtos com alíquota reduzida ou zerada, que dependerá de regulamentações futuras

“Provavelmente estaremos trocando seis por meia dúzia, só que com alíquota muito maior e risco de aumento de preços em toda vez que o governo precisar de arrecadação extra.

Embora o governo prometa aumento de até 20% no PIB potencial em 15 anos, economistas independentes alertam que o salto da carga tributária efetiva, somado à burocracia da transição de sete anos, pode frear investimentos e gerar inflação persistente nos primeiros anos do novo modelo.

A partir de 2026 já haverá uma alíquota-teste de 0,9% da CBS e 0,1% do IBS — o início de uma mudança que, para muitos, ainda está envolta em mais dúvidas do que certezas.

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