María Corina Machado elogia ações de Trump como “decisivas” para enfraquecer Maduro em coletiva na Noruega
A líder opositora venezuelana María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, afirmou nesta quinta-feira (11/12) que as ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram fundamentais para debilitar o regime de Nicolás Maduro, descrevendo o ditador como “mais fraco do que nunca”.
Perguntada sobre o que achava da possibilidade da Venezuela sofrer uma ação dos EUA, María Corina Machado disse, no parlamento norueguês, que a Venezuela, na verdade, já foi invadida “por russos, iranianos e agentes dos grupos terroristas Hezbollah e Hamas”.
Perguntada se voltará para a Venezuela, María Corina Machado, que precisou fugir do país em um barco para receber o Nobel da Paz em Oslo, disse que voltará, mesmo que Maduro ainda esteja no poder, mas ela garantiu que ele sairá.
Em coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, ao lado do presidente do Comitê Nobel, Jørgen Watne Frydnes, Machado destacou o impacto das pressões internacionais sobre o governo chavista.
“Acredito que todo país tem o direito de se defender e, no nosso caso, acredito que as ações do presidente Trump foram decisivas para chegarmos ao ponto em que estamos agora, em que o regime está mais fraco do que nunca”, declarou a opositora, que chegou a Oslo após uma viagem repleta de riscos, com apoio do governo americano para deixar a Venezuela em segredo.

Machado, que vive na clandestinidade desde janeiro de 2024 e foi representada por sua filha na cerimônia de premiação na quarta-feira (10/12), criticou a sensação de impunidade anterior do regime. “Antes, o regime achava que podia fazer qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa. Eles se sentiam totalmente impunes”, disse ela.
“Agora, eles começam a entender que a situação é séria e que o mundo está realmente observando”, completou.
A opositora enfatizou a estratégia para forçar uma transição política, ao afirmar que os custos para Maduro permanecer no poder precisavam ser aumentados, e os custos para deixar o poder, reduzidos: “É para isso que estamos caminhando agora.”
Questionada sobre especulações de um prazo imposto pelos EUA para a saída de Maduro – incluindo rumores de sanções ampliadas e até intervenção militar –, Machado evitou detalhes sobre políticas externas.
“Não vou especular sobre estratégias ou medidas a serem tomadas por países estrangeiros em termos de política externa”, respondeu.
“Não sei quais são as intenções de outros países estrangeiros. Não sei se eles têm um prazo. Nós não temos prazos. Vamos continuar até o fim”, acrescentou, reafirmando seu compromisso com a democracia venezuelana.
A visita de Machado à Noruega ocorre em meio a tensões crescentes na região, com Trump declarando recentemente que “os dias de Maduro estão contados”.
A opositora, que elogiou a recente apreensão de um petroleiro venezuelano pelos EUA como “medida necessária” para cortar fluxos ilegais de receita do regime, também anunciou planos e equipes prontos para governar a Venezuela nos primeiros 100 dias após uma transição, em uma crise multidimensional que inclui colapso humanitário e repressão política.


















