PGR rejeita delação de Beto Louco, preso na Carbono Oculto e Ligado ao PCC
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou, ao menos por enquanto, a proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, preso na Operação Carbono Oculto e investigado por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Inicialmente conduzidas pelo Ministério Público Federal no Paraná, as negociações de delação foram remetidas à PGR assim que o empresário passou a citar autoridades com foro privilegiado. Entre os nomes mencionados está o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
De acordo com fontes que acompanham o caso, Beto Louco teria afirmado que presenteou Alcolumbre com canetas de Mounjaro, medicamento injetável conhecido como “Ozempic dos ricos” e utilizado para emagrecimento.
Preso em 28 de agosto durante a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, Beto Louco é investigado por suposta infiltração do PCC no mercado de postos de combustíveis e distribuição de derivados de petróleo.
Em decisão interna, a PGR, atualmente comandada por Paulo Gonet, entendeu que o material apresentado pelo empresário é insuficiente.
Para o órgão, Beto Louco não trouxe provas concretas capazes de corroborar as informações narradas na proposta de colaboração, o que inviabilizou, por ora, o fechamento do acordo.


















