Em um vídeo que circula nas redes sociais desde 13 de dezembro de 2025, o ex-ministro José Dirceu, uma das figuras mais influentes e controversas do PT, fez uma declaração que expõe, de forma crua, a visão de parte da esquerda brasileira sobre soberania e eleições:
“Não existe eleição sem participação dos Estados Unidos, vai ser uma eleição dura e dificílima. O PT precisa se reorganizar para elegermos o Lula mais uma vez.”
A frase, dita em tom de preocupação com o apoio (ou a falta dele) de Washington à candidatura de Lula em 2026, revela uma admissão rara: para Dirceu, o pleito presidencial brasileiro não se decide apenas nas urnas nacionais, mas depende da “participação” americana.
O lamento não é pela suposta intromissão contra o PT, mas pela possibilidade de ela favorecer a oposição.
Essa declaração alimenta um derrotismo perigoso dentro do PT. Em vez de focar na reorganização interna — como o próprio partido admite ser necessária após fracassos municipais e desgaste do governo —, Dirceu projeta a culpa para fora, sugerindo que o sucesso eleitoral depende mais de Washington do que da capacidade de mobilização nacional.
Tal postura pode desmobilizar a base militante e reforçar a percepção de que a esquerda brasileira perdeu autonomia estratégica.
Do outro lado, a oposição conservadora, com um nome muito importante como Flávio Bolsonaro ganhando tração em pesquisas recentes, vê nisso uma grande oportunidade.
Dirceu admitir abertamente que “não existe eleição sem participação dos EUA” é entregar os pontos antes do jogo começar.
A declaração de Dirceu serve como alerta: em 2026, a disputa será dura, sim. Mas a vitória dependerá de quem melhor defender a soberania nacional, não de quem mais teme (ou deseja) a sombra de potências externas. O Brasil e o brasileiro merece vencer e vai vencer


















