Em três anos, gestão federal chega a 50,7 mil postos de confiança.
O governo do petista Lula da Silva alcançou um número histórico de cargos comissionados. Em novembro de 2025, eram 50.770 funções de direção, chefia e assessoramento ocupadas na administração federal. Os dados vêm do Painel Estatístico de Pessoal, do Ministério da Gestão e Inovação.
Desde o início do mandato, em janeiro de 2023, foram criados cerca de 4.400 novos postos desse tipo.
Ao final do governo Jair Bolsonaro (PL), em dezembro de 2022, havia aproximadamente 46.259 cargos comissionados, segundo informações oficiais.
O aumento atual está ligado à ampliação do número de ministérios – de 23 para 38 (chegando a 39 por um período, durante a emergência no Rio Grande do Sul) – e à reorganização da estrutura administrativa.
O Ministério da Gestão explica que as mudanças foram feitas por redistribuição e transformação de vagas já existentes, sem criar gastos extras no orçamento. Mesmo assim, as despesas totais com pessoal federal cresceram de R$ 369,2 bilhões em 2022 para R$ 444,7 bilhões em 2025.
Os órgãos com mais cargos comissionados são o INSS, o Ministério da Fazenda, a Polícia Federal e a Presidência da República.
Críticos falam em inchaço da máquina pública. O governo defende que as nomeações são necessárias para alinhar a equipe às prioridades da gestão.


















