Presidente foi avaliado na Superintendência da PF em Brasília; laudo será enviado ao STF para decisão sobre possível cirurgia
A Polícia Federal (PF) finalizou nesta quarta-feira (17/12) a perícia médica no presidente Jair Bolsonaro (PL). O procedimento ocorreu nas instalações da Superintendência da PF no Distrito Federal, onde ele cumpre pena desde 22 de novembro.
O Instituto Nacional de Criminalística (INC), setor técnico da PF especializado em medicina legal, conduziu a avaliação. Os peritos revisaram todos os laudos, exames e prontuários enviados pela equipe médica de Bolsonaro. Em seguida, realizaram exame clínico presencial, verificando sintomas e ouvindo o presidente.
O trabalho durou das 14h às 16h15. “Os especialistas” avaliam se há urgência na intervenção cirúrgica solicitada pela defesa, relacionada a hérnia inguinal agravada por crises de soluços – sequelas da facada sofrida em 2018.
Após a conclusão, o laudo técnico será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), diretamente ao ministro Alexandre de Moraes. Ele decidirá se autoriza a realização da cirurgia em hospital particular de Brasília ou mantém o regime atual.
No perfil oficial no X, o advogado João Henrique de Freitas informou que a perícia transcorreu “com normalidade”, mas destacou que Bolsonaro apresentou crises de soluços durante o procedimento.
Confira apostagem do advogado de Bolsonaro:

Entenda o caso
Em 11 de dezembro, Alexandre de Moraes determinou a perícia em até 15 dias, questionando a atualidade dos exames apresentados pela defesa. O ministro busca uma avaliação imparcial sobre a real necessidade da operação.
Dias antes, os advogados pediram transferência para prisão domiciliar, alegando agravamento no quadro de saúde, com dores intensas e crises frequentes de soluços.
Bolsonaro ocupa uma sala de cerca de 12 metros quadrados na PF. Ele ralerta sobre o espaço reduzido, da falta de assistência adequada e do ruído constante de geradores próximos à cela.
Relatos indicam que Moraes considera transferi-lo para um local mais amplo, ainda em regime fechado. Uma possibilidade ventilada é a Papudinha, no Complexo da Papuda, onde cumpre pena o ex-ministro Anderson Torres, condenado pelos mesmos fatos relacionados à tentativa de golpe de Estado.


















