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A inspiradora história de superação de Bolsonaro chega aos cinemas em 2026

Dark Horse: Rede internacional de produções conservadoras impulsiona filme sobre Jair Bolsonaro

O longa-metragem Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro a partir do atentado a faca sofrido em 2018 durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), integra um ecossistema global de filmes alinhados a valores conservadores, cristãos e de direita, especialmente nos Estados Unidos.

Com lançamento previsto para 2026 – ano de eleições presidenciais no Brasil –, a produção encerrou gravações em São Paulo em dezembro de 2025 e agora passa pela fase de edição nos EUA.

O enredo mostra Bolsonaro entre a vida e a morte no hospital, revivendo sua história em flashbacks, sobrevivendo ao ataque e sendo eleito presidente.

Definido como um thriller de baixo orçamento para padrões hollywoodianos, o filme foi idealizado pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura no governo Bolsonaro, que também interpreta um médico na trama.

A inspiração veio dos ensinamentos de Olavo de Carvalho, ideólogo da direita conservadora brasileira falecido em 2022. Frias mencionou em entrevista que a motivação surgiu após assistir a um vídeo do filósofo sobre guerra cultural.

“Eu tinha visto um vídeo em que Olavo de Carvalho falava de guerra cultural e achei isso fantástico porque não via na boca das pessoas que representavam a direita. Eu via as pessoas de direita muito na questão de segurança e economia”, relatou ao canal Conversa Timeline.

Para o sociólogo Marco Dias, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o projeto reflete a percepção da direita global de uma “cultura em crise”.

“Mas o bloco da direita se coloca como guerreiro cultural, querendo transformar essa cultura ou, numa forma reacionária, voltar para algum momento da história em que eles achavam que as coisas eram mais simples”, explica.

A direção fica a cargo de Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana com carreira marcada por obras de apelo cristão e político, como O Apedrejamento de Soraya M..

Em declaração à BBC News Brasil, ele afirmou: “sentiu que havia muitas perguntas sem resposta” em torno da facada contra Bolsonaro. “Ajudará a iluminar muito do que está acontecendo no Brasil hoje — e no mundo”.

O protagonista é Jim Caviezel, ator conhecido por interpretar Jesus em A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, e por O Som da Liberdade (2023), produção associada a temas conservadores e mobilização evangélica. Caviezel, apoiador de Donald Trump, aceitou o papel sem negociar cachê, segundo Frias, que o considerava a única opção viável.

A produção é da GoUp Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, com conexões a projetos financiados por emendas parlamentares e contratos públicos em São Paulo. Frias buscou investidores na direita americana, sem revelar nomes por cláusulas contratuais, e nega uso de recursos públicos diretos.

O filme representa uma tentativa da direita brasileira de se inserir em redes internacionais de cinema cristão e conservador, combatendo o que veem como hegemonia cultural da esquerda. Para especialistas, trata-se de uma “vitória grande” simbólica, ao levar a narrativa de Bolsonaro como líder perseguido a um público global.

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