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Russia revisa tratativas de paz após ataque da Ucrânia

Moscou acusa Kiev de ataque com 91 drones à residência oficial de Putin

A Rússia acusou na segunda-feira (29/12) a Ucrânia de realizar um suposto ataque terrorista com 91 drones contra a residência oficial do presidente Vladimir Putin, localizada na região de Novgorod.

A denúncia, que surge em meio a esforços diplomáticos para encerrar o conflito iniciado em fevereiro de 2022, pode impactar as negociações em curso.

O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, divulgou a acusação em mensagem no Telegram:

“O regime de Kiev lançou um ataque terrorista usando 91 drones contra a residência oficial do presidente Vladimir Putin”. Ele alertou para uma possível retaliação e indicou que Moscou revisaria sua postura nas tratativas de paz.

Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky rejeitou veementemente as alegações. “Mais uma mentira da Federação Russa”, declarou o líder durante entrevista virtual a jornalistas, sugerindo que as declarações russas visam justificar ações futuras: Moscou estaria “simplesmente preparando o terreno para ataques, provavelmente contra a capital e possivelmente contra prédios do governo”.

As trocas de acusações ocorrem um dia após reunião entre Zelensky e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida, onde discutiram avanços para um acordo de paz na guerra Rússia-Ucrânia.

Os EUA propuseram garantias de segurança por 15 anos à Ucrânia, mas Kiev pleiteia proteção mais extensa.

“Eu realmente queria que as garantias fossem mais longas. Eu disse a ele que realmente queremos considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos”, revelou Zelensky em coletiva virtual. Trump sinalizou que avaliaria a solicitação.

O presidente ucraniano também condicionou o fim da lei marcial – em vigor desde a invasão russa – a um cessar-fogo efetivo e proteções sólidas: “Em primeiro lugar, todos queremos que a guerra termine e só então a lei marcial será suspensa. Este é o único caminho. No entanto, o fim da lei marcial acontecerá quando a Ucrânia obtiver garantias de segurança”.

Zelensky enfatizou riscos persistentes: “Sem garantias de segurança, não se pode considerar que esta guerra tenha realmente terminado. Não podemos aceitar que tenha terminado porque, com um vizinho assim, continua existindo o risco de outra agressão”.

As garantias americanas seriam semelhantes às oferecidas a membros da Otan, e Kiev indicou disposição a abrir mão da adesão à aliança em troca de defesas contra futuras agressões russas.

O episódio intensifica as tensões no conflito Rússia-Ucrânia, com implicações diretas nas negociações mediadas por Trump.

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