Revista Britânica alerta para riscos de candidatos octogenários e compara caso ao de Joe Biden
A prestigiada revista britânica The Economist publicou um editorial defendendo que o petista Lula da Silva não deveria concorrer à reeleição em 2026, principalmente por conta de sua idade avançada.
Aos 80 anos atualmente, Lula completaria um eventual quarto mandato aos 85, o que, segundo a publicação, representa “riscos elevados” para a estabilidade política e institucional, mesmo em líderes experientes e populares.
A revista argumenta que “carisma não é um escudo contra o declínio cognitivo” e traça paralelo com o ex-presidente americano Joe Biden, que enfrentou intensas críticas em 2024 por tentar a reeleição em idade avançada e acabou desistindo da candidatura.
Posição favorável, mas necessidade de renovação
Apesar de reconhecer que Lula está em uma posição “politicamente favorável” após um ano de desafios institucionais e tensões internacionais, a The Economist afirma que “os brasileiros merecem escolhas melhores”.
O texto destaca que a centralidade excessiva na figura do petista impede a renovação política no país.
A publicação também menciona o peso persistente dos escândalos de corrupção de seus mandatos anteriores, pelos quais “muitos brasileiros não conseguem perdoá-lo”, e classifica as políticas econômicas atuais como “medíocres”.
Legado e sucessão na esquerda
Lula prometeu durante a campanha de 2022 não buscar um quarto mandato, mas não há indícios claros de preparação de um sucessor na esquerda.
A revista sugere que o presidente poderia fortalecer seu “legado” ao abrir espaço para uma nova “geração de líderes”.
No campo opositor, a The Economist descreve uma “disputa intensa” pela sucessão de Jair Bolsonaro (PL), que mantém apoio significativo, especialmente entre evangélicos.
Nomes como o senador Flávio Bolsonaro são vistos como “impopular e ineficaz”, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é destacado como “pensativo e democrata”, mais jovem e com desempenho melhor em pesquisas contra Lula.
Impacto nas eleições de 2026
As eleições presidenciais de 2026 serão cruciais para o futuro da democracia brasileira, segundo o editorial. Uma disputa com candidatos renovados de ambos os lados poderia injetar novo vigor no sistema político, superando a polarização atual.
Essa análise da The Economist reacende o debate sobre idade na política, sucessão partidária e renovação no cenário brasileiro, em um momento de definição de candidaturas para o pleito de outubro de 2026.


















