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Lula libera recorde de R$315 Bilhões em emendas parlamentares

Valor representa aumento de 158% em relação a 2024 e supera todos os anteriores governos; Oposição critica uso eleitoral dos recursos

O governo do petista Lula da Silva destinou o montante recorde de R$ 315 bilhões em emendas parlamentares ao longo de 2025, segundo levantamento com base em dados oficiais do Portal da Transparência e do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

O valor representa um crescimento de 158% em comparação aos R$ 122 bilhões liberados em 2024 e supera qualquer marca registrada em anos anteriores.

As emendas parlamentares – individuais, de bancada e de comissão – tornaram-se instrumento central na articulação política do Executivo com o Congresso Nacional.

Do total, grande parte foi executada por meio das chamadas transferências especiais (emendas PIX), que permitem repasse direto aos municípios sem necessidade de convênio prévio.

Distribuição e impacto nas eleições municipais

O ritmo de liberação acelerou significativamente no segundo semestre, coincidindo com o calendário das eleições municipais de 2026.

Parlamentares aliados receberam volumes expressivos para obras e ações em suas bases eleitorais, o que gerou críticas da oposição sobre possível uso eleitoral dos recursos públicos.

Especialistas apontam que o volume histórico reflete a estratégia do governo para garantir apoio amplo no Legislativo, especialmente em pautas sensíveis como a regulamentação tributária e o arcabouço fiscal.

Comparativo Histórico

  • 2023: R$ 48 bilhões
  • 2024: R$ 122 bilhões
  • 2025: R$ 315 bilhões

Esse salto expressivo posiciona 2025 como o ano com maior volume de emendas pagas desde a criação do mecanismo, superando inclusive gestões anteriores do próprio PT e do governo Jair Bolsonaro.

A oposição classifica a prática como “orçamento secreto repaginado”, alegando falta de transparência e concentração de poder nas mãos do relator do Orçamento.

Já o governo defende que as liberações seguem critérios técnicos e atendem demandas legítimas dos parlamentares.

O recorde de emendas parlamentares em 2025 reacende o debate sobre equilíbrio de poderes, uso de recursos públicos em ano pré-eleitoral e transparência na execução orçamentária federal.

Analistas projetam que o modelo deve se repetir em 2026, ano de disputa presidencial.

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