Ministro Vital do Rêgo confirma processo para analisar decisão da autoridade monetária em caso de fraudes bilionárias
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu início nesta sexta-feira (2/1) a uma inspeção no Banco Central (BC) para avaliar o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025.
A confirmação veio do presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, em entrevista à CNN.
A medida visa examinar os fundamentos da intervenção na instituição financeira, investigada por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.
“O processo é uma inspeção no Banco Central a respeito do processo de liquidação do Banco Master, esse é o termo técnico. Depois da nota técnica que o Banco Central mandou para o TCU, hoje inicia-se um processo de inspeção da documentação no Banco Central”, explicou Vital do Rêgo.
A área técnica do tribunal conduzirá os trabalhos e, ao final, encaminhará relatório ao relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus.
Questionamentos iniciais e resposta do BC
Em 19 de dezembro de 2025, Jhonatan de Jesus determinou que o Banco Central apresentasse os embasamentos técnico-jurídicos para a liquidação, classificando-a como “medida extrema” e apontando indícios de uma “cronologia atípica” no processo decisório.
O BC enviou resposta ao TCU na segunda-feira (29 de dezembro), detalhando as razões para a intervenção.
A liquidação ocorreu após identificação de irregularidades graves, incluindo insolvência e criação de carteira de créditos fictícios, no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, foi preso temporariamente e atualmente cumpre medidas cautelares.
Essa inspeção do TCU no Banco Central reforça o escrutínio sobre a governança do sistema financeiro nacional, com foco na transparência e legalidade das decisões regulatórias em casos de crise bancária.
O Banco Central ainda não se pronunciou sobre o início do procedimento.


















