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Rússia e China exigem libertação de Maduro na ONU

Moscow e Pequim condenam “Imperialismo” Americano

Em uma sessão emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas realizada nesta segunda-feira (5 de janeiro de 2026), representantes da Rússia e da China defenderam a imediata soltura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em operação militar dos Estados Unidos.

Os aliados do regime chavista classificaram a ação como uma violação grave do direito internacional e um exemplo de “imperialismo” por parte de Washington, pedindo medidas para conter tais intervenções.

O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, qualificou a operação americana como uma “operação criminosa” e um “ato de agressão”.

Ele criticou a “ordem mundial baseada em regras” promovida pelos EUA e seus aliados, alegando que ela é aplicada de forma seletiva conforme interesses políticos, o que resulta em “consequências negativas para a estabilidade internacional”.

Nebenzya acusou os norte-americanos de hipocrisia e cinismo, afirmando que “as ações dos EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo”.

Da mesma forma, o representante chinês reforçou a condenação à incursão em território venezuelano, destacando que “nenhum país no mundo tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional”.

Pequim já havia manifestado apoio semelhante mais cedo no dia, alinhando-se à posição russa contra a intervenção unilateral.

A subsecretária-geral para Assuntos Políticos da ONU, Rosemary A. DiCarlo, representando o secretário-geral António Guterres, expressou “profunda preocupação” com o episódio. Ela enfatizou a necessidade de respeitar o direito internacional, que “proíbe o uso da força contra a integridade territorial dos Estados”, e alertou para o risco de “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela, com possíveis impactos regionais.

DiCarlo instou todos os envolvidos a promoverem um “diálogo inclusivo e democrático que respeite os direitos humanos, o Estado de Direito e a soberania do povo”, citando a crise recente no país, incluindo eleições presidenciais contestadas em 2024 e violações de direitos humanos documentadas.

Em resposta, o embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, negou que o país esteja em guerra ou ocupando a Venezuela.

Ele afirmou: “Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando nenhum país”. Waltz descreveu a captura de Maduro como mero “cumprimento da lei”, já que o ex-líder era procurado pela Justiça americana por acusações de narcoterrorismo.

Ele acrescentou: “[Maduro] era um fugitivo da Justiça americana e diretamente responsável pelas mortes de milhares de norte-americanos”. O diplomata ainda qualificou Maduro como “um presidente ilegítimo, não era um líder de Estado. Por anos, eles manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder”.

O encontro reflete as tensões globais geradas pela operação dos EUA em Caracas, que resultou na detenção de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, agora sob custódia em Nova York.

Analistas internacionais veem o posicionamento de Moscou e Pequim como uma estratégia para contrabalançar a influência americana na América Latina, em meio a debates sobre soberania e estabilidade regional.

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