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Parlamentares critícam Moraes após anulação de sindicância do CFM

Aliados de Bolsonaro repudiam decisão de Alexandre de Moraes que anulou sindicância do CFM

Parlamentares da oposição, aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), intensificaram críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após ele anular a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para investigar o atendimento médico prestado a Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

A medida também incluiu a determinação de oitiva do presidente do CFM pela PF em até dez dias.

A polêmica iniciou com uma nota do CFM questionando a demora no encaminhamento de Bolsonaro a um hospital após queda na cela, que resultou em traumatismo craniano leve.

O Conselho determinou sindicância pelo CRM-DF para verificar a assistência adequada, mas Moraes considerou a ação ilegal, alegando falta de competência da entidade para fiscalizar a PF.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi um dos mais veementes:

“É INACEITÁVEL que Bolsonaro tenha sido levado a um hospital apenas 24 horas após o acidente! Graças a Deus não foi algo grave, mas e se fosse?”, escreveu no X. Ele completou: “Bolsonaro poderia ter sido encontrado morto pela manhã!!! É essa a torcida de Moraes contra Bolsonaro???”.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) classificou Moraes como “ditador” e acusou abuso de poder: “Tudo isso após o CFM se manifestar em prol da saúde de um paciente brasileiro.

Um idoso, condenado injustamente e alvo de tortura escancarada. Isso não é justiça, é vingança, é ditadura!”.

Nikolas Ferreira (PL-MG) definiu o ministro como “grande risco à democracia”, enquanto o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), ironizou se Moraes “é médico”.

O senador Rogério Marinho (PL) afirmou que a decisão “escancara um padrão de perseguição que já não pode ser ignorado”.

As reações da oposição reforçam acusações de perseguição política contra Bolsonaro, que cumpre pena por suposta trama golpista. A defesa do ex-presidente busca prisão domiciliar humanitária, destacando riscos à saúde.

O CFM defende sua autonomia para posicionamentos técnicos, mas a decisão de Moraes veda procedimentos semelhantes em conselhos regionais. O presidente da entidade, José Hiran da Silva Gallo, será ouvido pela PF.

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