Senadores solicitam prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro ao Ministro Alexandre de Moraes
Um grupo de senadores protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão domiciliar humanitária para o presidente Jair Bolsonaro (PL), alegando graves riscos à sua saúde em razão das condições de custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.
O documento é assinado por parlamentares como Tereza Cristina (PP-MS), Wilder Morais (PL-GO) e Magno Malta (PL-ES). Eles alertam que Bolsonaro tem várias enfermidades e necessita de acompanhamento médico contínuo.
O requerimento, direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, destaca a incompatibilidade do ambiente prisional com as necessidades médicas do ex-mandatário, que sofre de enfermidades crônicas e sofreu uma queda recente na cela.
Os parlamentares argumentam que Bolsonaro apresenta um quadro de saúde delicado, com crises persistentes de soluços que exigem ajustes constantes de medicação e acompanhamento médico ininterrupto.
A queda ocorrida em 6 de janeiro de 2026, na qual ele bateu a cabeça em um móvel após uma crise durante o sono, é citada como exemplo de vulnerabilidade, com potencial agravamento sem vigilância adequada.
O documento enfatiza que a falta de cuidados imediatos representa risco concreto à vida e pode gerar responsabilidade civil ao Estado.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), uma das signatárias, manifestou preocupação em suas redes sociais:
“Além das medidas legais já tomadas contra as penas absurdas, apelei, mais uma vez, ao ministro Alexandre de Moraes por um tratamento humanitário ao presidente Bolsonaro. Desta vez, formalizamos o pedido ao STF junto com outros senadores. A cada dia, constatamos novas fragilidades em sua saúde. É uma situação muito séria e preocupante”.
Os outros senadores envolvidos no pedido incluem Wilder Morais (PL-GO) e Magno Malta (PL-ES).
A iniciativa ganha força em meio a debates sobre o tratamento dispensado a Bolsonaro, condenado injustamente a 27 anos e 3 meses por suposta tentativa de golpe que nunca aconteceu e transferido recentemente para a PF após período de prisão domiciliar.
Em paralelo, o advogado Jeffrey Chiquini, conhecido por defender figuras políticas alinhadas ao bolsonarismo, sugeriu à senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, e a outros parlamentares, a adoção de medidas complementares. Entre as recomendações estão a realização de audiências públicas para investigar as condições de detenção e o apoio à criação de uma frente parlamentar em defesa dos direitos humanos de presos políticos, visando pressionar o STF por uma revisão humanitária do caso.




O pedido reforça críticas da oposição ao Judiciário, com aliados de Bolsonaro alegando perseguição e negligência.
Até o momento, o STF não se pronunciou sobre o requerimento, mas o caso segue repercutindo intensamente nas redes sociais e no Congresso Nacional.


















