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China reforça preocupação com bilhões em empréstimos à Venezuela

China assegura proteção a interesses na Venezuela após intervenção Americana

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou na quarta-feira (7) que defenderá firmemente seus investimentos e direitos legítimos na Venezuela, em meio à crise desencadeada pela operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.

A posição chinesa reforça a preocupação com bilhões de dólares em empréstimos, projetos de infraestrutura e contratos petrolíferos ameaçados pelo novo cenário político em Caracas.

O porta-voz do Itamaraty chinês, Lin Jian, enfatizou a postura de Pequim em coletiva de imprensa: “Os interesses chineses na Venezuela serão protegidos”.

Ele completou que a China “se opõe firmemente a qualquer interferência externa nos assuntos internos da Venezuela” e pediu “diálogo e consulta política” para resolver a situação, rejeitando o uso de força.

A China é o maior credor da Venezuela, com empréstimos estimados em mais de US$ 60 bilhões concedidos principalmente durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, em troca de fornecimento preferencial de petróleo.

Empresas estatais chinesas, como a CNPC e a Sinopec, operam campos petrolíferos e projetos de infraestrutura no país, enquanto Beijing mantém acordos de longo prazo para importação de óleo pesado venezuelano.

Com o governo interino de Delcy Rodríguez negociando parceria exclusiva com os Estados Unidos na produção de petróleo – incluindo rompimento de laços com China, Rússia, Irã e Cuba –, os ativos chineses correm risco de nacionalização reversa ou exclusão de novos contratos.

Analistas apontam que Pequim pode recorrer a medidas diplomáticas, econômicas ou jurídicas internacionais para salvaguardar seus interesses.

A declaração chinesa ocorre após Trump anunciar controle direto sobre recursos iniciais de 30 a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano e exigir exclusividade para empresas americanas na reconstrução do setor energético.

Especialistas em relações internacionais veem o posicionamento de Beijing como sinal de resistência à expansão de influência americana no hemisfério ocidental.

A Venezuela representa peça chave na estratégia global da China para acesso a recursos energéticos e minerais, integrando iniciativas como a Nova Rota da Seda.

Qualquer perda significativa poderia impactar o abastecimento chinês e gerar tensões bilaterais com Washington.

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