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Venezuela liberta centenas de presos políticos

Venezuela anuncia libertação de presos políticos como gesto unilateral de paz

O governo interino da Venezuela, liderado pela presidente em exercício Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação imediata de centenas de presos políticos como um “gesto de paz unilateral”.

A medida, divulgada em pronunciamento oficial, visa promover a reconciliação nacional após a captura de Nicolás Maduro pelas forças especiais americanas em 3 de janeiro.

Entre os beneficiados estão opositores, jornalistas, ativistas de direitos humanos e militares detidos durante o regime chavista por motivos políticos.

Rodríguez enfatizou que a decisão não depende de contrapartidas e busca “abrir caminhos para o diálogo e a unidade do povo venezuelano”.

Fontes do governo interino indicam que mais de 300 pessoas serão soltas nas próximas horas, com prioridade para casos de saúde fragilizada ou longa detenção.

A iniciativa ocorre em meio ao plano de três fases apresentado pelos Estados Unidos para a reconstrução do país, que inclui a “reconciliação nacional” como etapa intermediária.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, celebrou a medida como “passo positivo” e sinal de compromisso com a transição democrática.

Líderes opositores, como Corina Machado, receberam a notícia com cautela. Em declaração virtual, Machado afirmou que o gesto é bem-vindo, mas insuficiente sem a convocação imediata de eleições livres e o fim da repressão a dissidentes.

“A libertação de presos políticos é um avanço, mas a Venezuela precisa de um calendário eleitoral claro e garantias internacionais para que a transição seja irreversível”, destacou.

Organizações como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch saudaram a soltura, mas cobraram a liberação total de todos os detidos por motivos políticos – estimados em mais de 1.500 antes da operação americana – e o fim de perseguições judiciais contra exilados.

A medida também é vista como tentativa do governo interino de ganhar legitimidade interna e apoio internacional, em um momento de negociações delicadas com Washington sobre o controle exclusivo da produção de petróleo e a exclusão de influências chinesa, russa e iraniana.

Analistas políticos apontam que a libertação pode facilitar o retorno de exilados e o início de um processo de anistia ampla, essencial para a estabilidade do país após anos de crise humanitária e repressão.

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