EUA deslocam dois navios de guerra para o norte de Cuba após captura de Nicolás Maduro
A Marinha dos Estados Unidos deslocou dois navios de guerra para águas ao norte de Cuba, em movimento considerado de reforço estratégico na região do Caribe logo após a operação que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
A informação foi confirmada por fontes do Pentágono e pela Casa Branca, que justificam a presença naval como medida preventiva para garantir a segurança das rotas marítimas e monitorar possíveis reações adversárias na área, especialmente diante da crescente tensão com aliados de Maduro, como Rússia e China.
Os navios – identificados como destróieres equipados com sistemas Aegis – posicionaram-se em coordenadas próximas à costa norte cubana, ampliando o perímetro de vigilância já estabelecido pelo bloqueio marítimo imposto contra embarcações que transportam petróleo venezuelano em violação às sanções americanas.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçou que a movimentação faz parte da estratégia de “máxima pressão” do governo Donald Trump para consolidar o controle sobre os recursos energéticos da Venezuela e evitar que influências estrangeiras adversárias interfiram na transição política em Caracas.
A manobra ocorre em paralelo ao avanço das negociações com o governo interino de Delcy Rodríguez, que anunciou a libertação de centenas de presos políticos como gesto unilateral de paz.
Analistas internacionais veem o deslocamento naval como sinal claro de que os EUA pretendem manter superioridade militar na região e dissuadir qualquer tentativa de retaliação ou apoio externo ao antigo regime chavista.
Cuba, por sua vez, emitiu nota de protesto, classificando o movimento como “provocação desnecessária” e ameaça à estabilidade do Caribe. O governo da ilha mantém laços históricos com Maduro e com a oposição venezuelana, o que aumenta a sensibilidade geopolítica do episódio.
O reforço naval reforça a doutrina de controle hemisférico adotada pela atual administração Trump, com impactos potenciais nas relações com nações latino-americanas e no equilíbrio de poder no Atlântico Ocidental.


















