Eduardo Bolsonaro reúne-se com deputado republicano Jim Jordan nos EUA para discutir liberdade de expressão e plataformas digitais
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, participou de uma reunião no Congresso americano com o deputado republicano Jim Jordan, presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes.
O encontro, realizado na quinta-feira (8 de janeiro de 2026), contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do jornalista Paulo Figueiredo, e teve como foco principal temas relacionados à liberdade de expressão, moderação de conteúdo em redes sociais e proteção de interesses de empresas americanas no exterior.
Eduardo Bolsonaro divulgou o momento em suas redes sociais, destacando o papel de destaque de Jim Jordan nas iniciativas parlamentares dos EUA. Ele afirmou:
“Além de liderar o relatório ‘Twitter Files Brazil’, Jim agora está à frente dos esforços no Congresso para defender a liberdade de expressão e proteger os interesses das empresas americanas na Europa e no Brasil”.
O deputado republicano Jim Jordan, aliado próximo do presidente Donald Trump e com quase duas décadas de experiência na Câmara, ganhou notoriedade por conduzir investigações sobre supostas práticas de censura em plataformas digitais, incluindo o relatório “Twitter Files Brazil”, que analisou moderações de conteúdo no Brasil.
Contexto da articulação de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Desde que deixou o Brasil e perdeu o mandato de deputado federal por exceder o limite de faltas no Congresso Nacional, Eduardo tem intensificado contatos com figuras do Partido Republicano americano.
Suas ações buscam apoio internacional para pautas relacionadas ao Brasil, incluindo a defesa de anistia ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe que nunca aconteceu.
Durante a viagem, o senador Flávio Bolsonaro concedeu entrevista ao canal do jornalista Paulo Figueiredo e explicou sua decisão de permanecer nos EUA: ele argumentou que Eduardo não pode retornar ao Brasil de “maneira injusta”, mesmo atuando em defesa da liberdade.
O encontro reforça a estratégia da família Bolsonaro de buscar interlocução no Congresso dos EUA, especialmente em meio ao debate sobre liberdade de expressão global, censura em redes sociais e impactos de decisões judiciais brasileiras em empresas americanas.
Jim Jordan, como líder de comitês investigativos, tem sido uma figura central nessas discussões, ampliando o alcance das pautas defendidas por aliados bolsonaristas.


















