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Número alarmante de vítimas sobrecarrega hospitais no Irã

Devido ao alto número de vítimas, corpos são expostos em necrotérios e hospitais para identificação por familiares

A repressão às manifestações antigovernamentais que agitam o Irã desde o final de dezembro de 2025 continua a gerar números alarmantes de vítimas, sobrecarregando hospitais, necrotérios e o sistema de saúde.

Com o elevado volume de mortos, familiares se reúnem em centros médicos e institutos forenses para identificar corpos de entes queridos, em cenas dramáticas capturadas em vídeos e fotos que circulam nas redes sociais apesar do apagão de internet imposto pelas autoridades.

Imagens divulgadas neste domingo (11) mostram dezenas de pessoas aguardando do lado de fora do Centro Médico Legal de Kahrizak, em Teerã, para reconhecer vítimas da violência policial.

A TV estatal iraniana exibiu sacos para cadáveres espalhados pelo chão do Instituto Médico Legal da capital, afirmando que os mortos seriam resultado de ações de “terroristas armados”.

Diversos relatos independentes, descrevem corpos amontoados em hospitais, necrotérios e até depósitos adjacentes, com familiares chorando ao identificar parentes entre as vítimas.

Outros vídeos mostram parentes examinando pilhas de corpos cobertos em lençóis ou sacos em instalações como o hospital Ghadir e o necrotério de Kahrizak, com relatos de lamentos audíveis durante o processo de identificação.

Grupos de direitos humanos como o Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) e a Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA) estimam que o número de mortos já ultrapassa as centenas – com cifras variando de 192 a mais de 500 manifestantes, além de integrantes das forças de segurança.

Hospitais em Teerã, Rasht e outras cidades estão sobrecarregados, com estoques de sangue esgotados e emergência de feridos graves, muitos com ferimentos por munição real ou chumbinho nos olhos e no corpo.

“Um massacre está em curso no Irã em meio a um apagão da internet” — alertou o CHRI, destacando que a falta de conectividade dificulta a documentação precisa e aumenta o risco de subnotificação.

A prática de expor corpos para identificação surge como consequência direta do alto número de vítimas fatais, em um contexto de repressão intensa que inclui uso de força letal, prisões em massa (mais de 10 mil reportadas) e bloqueio de comunicações.

A situação reflete a gravidade da crise humanitária no país, com protestos que evoluíram de demandas econômicas para exigências de mudança de regime.

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