Flávio Bolsonaro articula indicação do Delegado Felipe Curi para governador interino do RJ em Abril; Cláudio Castro planeja renúncia ao cargo para disputar Senado
Com a pré-candidatura confirmada à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensifica articulações no estado para garantir um palanque forte no Rio de Janeiro.
O parlamentar defende que o governador interino, que assumiria após a renúncia de Cláudio Castro (PL), seja um nome com potencial para disputar a eleição direta ao governo em outubro de 2026, em vez de um técnico sem ambições eleitorais.
Cláudio Castro planeja deixar o Palácio Guanabara no início de abril – prazo legal para desincompatibilização de quem pretende concorrer a outro cargo nas eleições gerais.
Como o Rio de Janeiro está sem vice-governador desde maio de 2025 (após renúncia de Thiago Pampolha para assumir vaga no TCE-RJ), a vacância abre caminho para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), que escolherá o governador-tampão para os meses restantes até dezembro.
Flávio Bolsonaro, em conversas com o presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, e com o próprio governador, sugeriu o nome do atual secretário de Polícia Civil, o delegado Felipe Curi, para assumir o cargo interino.
O delegado ganhou destaque pela condução de operações de alto impacto, incluindo a megaoperação no Complexo do Alemão e Penha em 2025, que resultou em dezenas de prisões e apreensões.
A estratégia do senador é evitar um “governo-tampão” puramente técnico – como o secretário da Casa Civil Nicola Miccione, nome preferido de Castro para o período transitório –, optando por alguém que possa concorrer à reeleição ou ao governo em outubro, fortalecendo assim a base bolsonarista no estado.
Fontes próximas afirmam que Flávio argumenta que o titular interino já deve entrar na disputa eleitoral direta, aproveitando a visibilidade da máquina pública.
O cenário reflete tensões internas no PL fluminense: enquanto Castro busca um sucessor confiável e sem aspirações eleitorais para garantir estabilidade e apoio à sua campanha ao Senado, Flávio prioriza um nome com tração popular e alinhado ao bolsonarismo raiz.
Outros nomes ventilados incluem o secretário de Cidades Douglas Ruas (PL) e até outsiders, mas Curi surge como preferido do senador.
A legislação estadual prevê que, em caso de vacância a partir da segunda metade do mandato, o presidente do Tribunal de Justiça assumiria interinamente por até 30 dias, até que a Alerj realize a eleição indireta.
O processo ainda depende da renúncia oficial de Castro, esperada para após o carnaval.


















