André Ventura lidera sondagens para as presidenciais de Portugal a poucos dias da primeira volta
A poucas horas do voto antecipado em mobilidade e com a primeira volta das eleições presidenciais marcada para 18 de janeiro, o líder do partido Chega, André Ventura, surge como o candidato mais votado nas intenções de voto segundo as mais recentes sondagens diárias.
O político de direita radical ultrapassou pela primeira vez o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, em empate técnico, consolidando uma ascensão que reflete a fragmentação do eleitorado português.
De acordo com a tracking poll da Pitagórica (divulgada entre 6 e 8 de janeiro para TVI, CNN Portugal, JN e TSF), Ventura alcança 20,5% das intenções de voto, ligeiramente à frente de Seguro (20,1% na sondagem anterior, caindo para 19,7% na atualização mais recente).
João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) reforça o terceiro lugar com 19,2%, seguido por Henrique Gouveia e Melo (17,2%) e Luís Marques Mendes (16,8%).
Os cinco principais candidatos estão separados por apenas cerca de 4 pontos percentuais, configurando um empate técnico e alta imprevisibilidade.
Ventura, que já havia liderado em sondagens pontuais ao longo da campanha, capitaliza o crescimento entre eleitores masculinos, classes médias e baixas, e regiões como o Centro (onde chega a 22%).
Apesar da liderança na primeira volta, analistas destacam que o líder do Chega enfrenta dificuldades em uma eventual segunda volta (8 de fevereiro), vencendo em apenas cerca de 10% das simulações agregadas (modelo do Público/Pitagórica).
Marques Mendes e Cotrim Figueiredo aparecem com maiores chances de vitória final em cenários de run-off.
A corrida presidencial de 2026 é uma das mais disputadas da história recente de Portugal, com 11 candidatos qualificados e recorde de concorrentes.
Ventura, que em 2021 terminou em terceiro lugar, apresenta-se como “antissistema”, prometendo romper com o bipartidarismo PS/PSD e combater corrupção e imigração descontrolada. Sua campanha polarizadora tem gerado debates intensos, incluindo críticas por discurso considerado xenófobo.
As sondagens diárias continuam sendo publicadas até 16 de janeiro (último dia permitido), com votação antecipada em mobilidade ocorrendo hoje (11 de janeiro) para cerca de 220 mil eleitores.


















