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Repressão no Irã: Mortes em Protestos Podem Ter Ultrapassado 6 Mil. Regime fala em pena de morte

Os protestos que eclodiram no Irã no final de dezembro de 2025, transformaram-se em um movimento amplo contra o regime islâmico, resultando em uma repressão violenta que pode ter causado mais de 6 mil mortes entre manifestantes, segundo estimativas da organização não governamental Iran Human Rights (IHR).

EXECUÇÃO CONFIRMADA

O regime Islâmico do Irã, iniciará as execuções em massa de manifestantes presos. Erfan Soltani é um deles, ele já recebeu a visita de 10 minutos de sua família para despedida. Erfan será executado na quarta-feira.

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A entidade confirma 648 óbitos em 14 das 31 províncias do país, mas alerta que o número real pode ser ainda maior devido ao corte de internet imposto pelo governo em 8 de janeiro, o que dificulta a verificação de informações.

Em meio à escalada de violência, o procurador-geral iraniano, Mohammad Movahedi-Azad, declarou em 10 de janeiro que os manifestantes são “mohareb” – termo que significa “inimigos de Deus” na legislação local –, crime passível de pena de morte.

A mídia estatal relata 121 mortes entre agentes de segurança, incluindo militares e policiais, em confrontos com os protestantes. Os atos incluem espancamentos, execuções sumárias e detenções em massa, com cerca de 10 mil pessoas presas como presos políticos.O regime, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei desde 1989, mantém uma ditadura religiosa estabelecida em 1979 por Ruhollah Khomeini, onde desigualdades são institucionalizadas: mulheres e minorias, como cristãos, judeus e homossexuais, enfrentam discriminações legais severas. Os protestos continuam se espalhando por cidades, com gritos contra o fundador da República Islâmica e demandas pelo fim do governo teocrático.A situação ganhou destaque internacional, com o chanceler iraniano culpando o presidente dos EUA, Donald Trump, pela escalada, enquanto Trump anunciou tarifas de 25% a países que negociarem com o Irã.

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Imagens dos protestos no Irã:

Irã ameaça manifestantes com pena de morte e classifica protestos como atos de “inimigos de Deus”

O procurador-geral do Irã avisou que qualquer pessoa que participe em protestos, como os que há vários dias contestam o regime do país, será considerada “inimiga de Deus”, acusação punível com pena de morte.

A declaração do procurador-geral do Irão, Mohammad Movahedi Azad, foi divulgada pela televisão estatal iraniana, concretizando a ameaça avançada na sexta-feira pelo líder supremo, ‘ayatollah’ Ali Khamenei, de que o país “ia iniciar” uma repressão.

Os protestos em quase todo o Irão começaram no dia 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm-se vindo a intensificar e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

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