PF deflagra 9ª fase da Operação Overclean e mira deputado Félix Mendonça Júnior por suspeita de desvio de emendas parlamentares
A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, realizou nesta terça-feira a nona fase da Operação Overclean, que investiga uma suposta organização criminosa envolvida em desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro.
O principal alvo da ação é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que já havia sido investigado em etapas anteriores da operação.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com ações realizadas no Distrito Federal (incluindo o apartamento funcional do parlamentar em Brasília) e em municípios da Bahia, como Salvador, Mata de São João e Vera Cruz.
A operação também resultou no bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
De acordo com a PF, as apurações indicam um esquema estruturado para direcionar e desviar verbas públicas, com indícios de pagamento de vantagens indevidas, fraudes em procedimentos licitatórios e posterior ocultação do dinheiro por meio de mecanismos de lavagem.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
As investigações seguem em andamento, e novas fases não estão descartadas.
Essa não é a primeira vez que Félix Mendonça Júnior aparece no radar da Overclean: em junho de 2025, durante a quarta fase, mandados foram cumpridos contra o parlamentar, seu assessor (apontado como operador financeiro do esquema) e prefeitos de municípios baianos.
A operação, iniciada em dezembro de 2024, já identificou desvios em contratos ligados ao Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e outros órgãos, com foco especial na Bahia.
Até o momento, o deputado Félix Mendonça Júnior não se manifestou publicamente sobre a nova etapa da operação. A assessoria do parlamentar foi procurada, mas não retornou os contatos até a publicação desta matéria.
O STF, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, acompanha o inquérito que envolve autoridades com foro privilegiado.


















