Trump cancela negociações com Irã, incentiva manifestantes a “tomarem o controle das instituições” e promete que “a ajuda está a caminho” em meio a repressão letal
O presidente americano Donald Trump anunciou o rompimento imediato de todos os canais diplomáticos com o governo iraniano, em reação à repressão violenta contra os protestos que já duram mais de duas semanas no Irã.
A decisão foi comunicada por meio de postagens na rede Truth Social, onde o líder dos EUA também fez um apelo direto aos manifestantes para que intensifiquem as ações e assumam o controle das estruturas estatais.
Em publicação impactante, Trump escreveu:
“Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – TOMEM O CONTROLE DE SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e agressores. Eles pagarão um preço alto.Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO.”
Confira abaixo:

A declaração representa uma guinada em relação a contatos recentes, quando Trump havia sinalizado abertura para negociações com Teerã.
Agora, o presidente convocou reunião de emergência com sua equipe de segurança nacional para discutir possíveis respostas, que incluem sanções adicionais, tarifas contra aliados do regime e até opções militares ou cibernéticas.
O saldo de vítimas continua a crescer de forma alarmante. Dados oficiais iranianos, citados por fontes internacionais, indicam cerca de 2 mil mortos — incluindo manifestantes e forças de segurança — desde o início das manifestações no final de dezembro de 2025.
A agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), com base nos EUA, registra pelo menos 1.850 mortes entre civis, além de mais de 16 mil prisões. O blackout de internet imposto pelo regime dificulta a verificação independente de números.
Os protestos, inicialmente motivados pela grave crise econômica (inflação elevada, desvalorização do rial e aumento do custo de vida), evoluíram para um movimento amplo contra o regime teocrático, com exigências de renúncia do líder supremo Ali Khamenei e fim da República Islâmica.
As autoridades responderam com força letal, prisões em massa e bloqueio de comunicações, acusando “interferência externa” de Estados Unidos e Israel.
O governo iraniano, por sua vez, organiza marchas de apoio ao regime e afirma ter “controle total” da situação. O chanceler iraniano rejeita ameaças americanas e sinaliza disposição para diálogo “com base no respeito mútuo”, mas sem ceder a pressões externas.
A crise no Irã domina a agenda global, com preocupações sobre direitos humanos, estabilidade regional e risco de escalada.
O mundo acompanha atentamente os próximos passos de Washington e a resistência do regime de Teerã, em um dos maiores desafios à autoridade dos aiatolás em décadas.


















