Um vídeo circula na internet sobre um momento crítico da ofensiva antidrogas do governo Trump no Caribe: forças especiais dos Estados Unidos abordando um pequeno barco suspeito de transporte de narcóticos.
As imagens, registradas em alta definição, mostram os militares aproximando-se rapidamente da embarcação, detendo três suspeitos sob a mira de armas automáticas, com ordens gritadas em espanhol como “Manos arriba” (mãos para cima). Em seguida, os agentes revistam o convés e descobrem fardos coloridos de drogas – possivelmente cocaína ou fentanil – empilhados de forma precária, evidenciando o que autoridades descrevem como uma operação de alto risco contra cartéis internacionais.
O material revela uma das missões iniciais da Operação Southern Spear, lançada em setembro pela administração Trump para combater o fluxo de substâncias letais vindas da América Latina. As cenas de tensão, com os detidos e as armas apontadas, reforçam o tom agressivo adotado pelo Pentágono, mas também alimentam o debate sobre os limites éticos e legais das ações, que já resultaram em mais de 80 mortes em 21 ataques semelhantes no Caribe e no Pacífico Oriental.
A campanha antidrogas, que já destruiu 23 embarcações, continua sob fogo cruzado: defensores a veem como demonstração de “força americana”, enquanto opositores, incluindo republicanos moderados, cobram transparência e alertam para o risco de escalada regional, especialmente com a Venezuela envolvida em alegações de conivência com cartéis.

















