Advogado de Lulinha pede investigação à PF sobre vazamento de citações do filho de Lula em caso de fraudes no INSS
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, defensor de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do petista Lula da Silva, e coordenador do Grupo Prerrogativas, formalizou pedido ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, para que seja aberta investigação rigorosa sobre o vazamento de informações sigilosas que mencionam o filho do presidente em inquérito relacionado a supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pedido foi protocolado na quinta-feira (8), coincidindo com as comemorações dos três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023, e se refere à divulgação, por veículos de imprensa, de citações a Lulinha em mensagens e diligências da Operação Sem Quorum, que apura esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Marco Aurélio classificou o vazamento como “grave violação do sigilo legal e do devido processo legal”, argumentando que a exposição prematura compromete a defesa e pode configurar crime de violação de sigilo funcional (art. 325 do Código Penal) ou abuso de autoridade.
O advogado solicitou providências imediatas para identificação dos responsáveis, com aplicação das sanções administrativas e penais cabíveis.
A defesa de Lulinha reitera que o empresário “não tem qualquer ligação” com os fatos investigados e que as menções surgiram de forma indireta em conversas de terceiros.
O advogado enfatiza que “não há proximidade” entre Lulinha e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS), preso desde 2024 como suposto líder do esquema.
O caso ganhou destaque após revelações de mensagens que indicariam tentativas de entrega de encomendas em imóvel alugado por Lulinha em São Paulo, embora a defesa negue qualquer envolvimento.
A PF já comunicou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as citações ao filho do presidente, ampliando o escopo das apurações.
Até o momento, a direção da Polícia Federal não se manifestou oficialmente sobre o pedido de investigação.


















