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Alerta vermelho da Abin e PF

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entregou ao petista Lula da Silva o relatório desclassificado “Desafios de Inteligência – Edição 2026”, que identifica um risco concreto à soberania política da América Latina: a combinação de crime organizado transnacional, fragilidades institucionais e interesses externos pode ser explorada por potências estrangeiras para justificar intervenções militares sob a bandeira do combate ao narcoterrorismo.

“A região enfrenta pressões por alinhamentos e está exposta à interferência de potências estrangeiras, que exploram fragilidades internas — como dissidências políticas e o avanço do crime organizado — sob pretextos securitários (como o ‘narcoterrorismo’) para minar a soberania e a autodeterminação política”, registra o documento.

Embora o texto oficial evite citar países, fontes do alto escalão do governo confirmaram que, em reuniões reservadas, tanto a Abin quanto a cúpula da Polícia Federal manifestaram ao Planalto preocupação específica com a escalada militar dos Estados Unidos no Caribe eos alertas do presidente Donald Trump, que anunciou ataques terrestres “muito em breve” contra alvos do narcotráfico na região.

Segundo autoridades ouvidas sob condição de anonimato, a PF vai além e avalia que interesses econômicos e geopolíticos – e não apenas o combate às drogas – estariam por trás das operações americanas na América Latina.

Risco também na Amazônia

O relatório destaca ainda outro vetor de preocupação: o uso de discursos ambientais como justificativa para maior presença militar estrangeira. A Abin alerta que argumentos de proteção à floresta amazônica podem ser instrumentalizados para promover uma “militarização indireta” de áreas estratégicas.

O documento aponta que o crescimento de mercados ilícitos abre espaço para atores externos atuarem em regiões sensíveis, como a Amazônia, o Atlântico Sul e a Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai).

Diante do cenário, a agência defende o fortalecimento da integração regional e de mecanismos de governança conjunta como forma de reduzir vulnerabilidades e contrabalançar pressões de potências estrangeiras.

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