O herói do dia é Ahmed El-Ahmad, de 43 anos e pai de dois filhos. Ele enfrentou-se ao atirador de Bondi Beach e o desarmou durante o tiroteio que vitimou 16 pessoas em Sidney.




ENTENDA O QUE ACONTECEU
Dois homens armados abriram fogo contra uma multidão reunida para celebrar o início do Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, nesta domingo (14/12), matando pelo menos 15 pessoas – incluindo um dos atiradores – e ferindo outras 29, em um ataque classificado pelas autoridades australianas como terrorista antissemita.
O incidente ocorreu por volta das 18h47 (horário local), durante o evento anual “Chanukah by the Sea”, organizado pela comunidade Chabad de Bondi, que reunia centenas de pessoas – incluindo famílias e crianças – para acender a primeira vela do festival judaico das luzes.

Um dos atiradores envolvidos no ataque, foi identificado pela mídia local como Naveed Akram, de 24 anos, residente em Bonnyrigg, na zona oeste da cidade. Um foi morto e o outro ficou ferido e foi detido. O segundo suspeito, que ficou ferido e foi detido em seguida, está em estado crítico no hospital.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram Akram segurando um fuzil, supostamente utilizado no crime.
Local do ataque: praia de Bondi em Sydney

A imprensa local relatou que Akram é pedreiro da zona oeste de Sydney e que perdeu o emprego recentemente. A carteira de motorista indica que ele reside em Bonnyrigg, onde a polícia local realizou uma operação ainda neste domingo, após o tiroteio.
Vídeo registra momento heroico em que civil desarma um dos atiradores durante ataque terrorista.
O homem que interveio sofreu ferimentos a bala (dois disparos, segundo familiares) e foi hospitalizado, mas se recupera bem. Autoridades o saudaram como herói.
Identificado como Ahmed al-Ahmed (ou variações como Ahmed al Ahmed), de 43 anos, comerciante local – aproximando-se por trás de um dos suspeitos armados, derrubando-o e arrancando a arma de suas mãos. Em seguida, ele aponta o fuzil de volta para o atirador desarmado. Apesar da ação corajosa, relatos indicam que o suspeito conseguiu se reposicionar e retomar os disparos temporariamente, antes de ser neutralizado pela polícia.
Entre as vítimas fatais está o rabino assistente Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres e organizador chave do evento, além de um cidadão israelense, conforme confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Pelo menos 29 pessoas foram hospitalizadas, incluindo dois policiais feridos. As autoridades investigam a possibilidade de um terceiro envolvido e neutralizaram dispositivos explosivos improvisados encontrados em um veículo próximo.
“Este ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney”, declarou o premier de Nova Gales do Sul, Chris Minns. O massacre foi declarado um ataque terrorista devido ao evento visado e às armas utilizadas, afirmou Lanyon.
As investigações, lideradas por equipes de contraterrorismo, estão em andamento, com a Agência de Inteligência de Segurança Australiana (ASIO) confirmando que um dos suspeitos era conhecido das autoridades, embora não representasse ameaça imediata anterior. Não há indícios de conexão direta com incidentes antissemitas anteriores na Austrália, mas o ataque ocorre em meio a um aumento de episódios de antissemitismo no país desde outubro de 2023.
O primeiro-ministro Anthony Albanese convocou uma reunião do Comitê Nacional de Segurança e descreveu o ataque como “um ato de mal antissemita” que atingiu o coração da nação. Líderes internacionais, incluindo o rei Charles III e o presidente israelense Isaac Herzog, condenaram o ocorrido.
Mais de 40 ambulâncias, incluindo helicópteros, foram mobilizadas para atender as vítimas.
As investigações continuam em andamento, com as autoridades declarando o incidente como ato terrorista.


















