Defesa de Filipe Martins apresenta relatório oficial do LinkedIn e exige soltura urgente por ausência de acesso à plataforma
Em um desdobramento surpreendente no caso envolvendo o ex-assessor internacional do governo Bolsonaro, Filipe Martins, sua equipe jurídica divulgou nesta terça-feira um documento emitido pela Microsoft, proprietária do LinkedIn, que atesta a inexistência de login na conta do acusado durante o ano de 2025.
A revelação reforça a tese de que a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter sido baseada em informações equivocadas ou não verificadas.
De acordo com o advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa, o último registro de entrada na rede social ocorreu em setembro de 2024, realizado por um representante legal de Martins nos Estados Unidos.
Essa ação teria sido necessária para fins administrativos, sem qualquer violação às medidas cautelares impostas pelo Judiciário.
“Filipe Martins deve ser colocado imediatamente em liberdade. Temos a prova de que não houve acesso ao LinkedIn”, afirmou Chiquini em vídeo divulgado nas redes sociais, ecoando o apelo por justiça imediata.
O caso ganhou tração após uma denúncia anônima via e-mail, que alegava uso indevido da plataforma por Martins, o que supostamente configuraria descumprimento de restrições judiciais.
No entanto, o relatório oficial do LinkedIn, protocolado junto ao STF, contradiz essa narrativa ao mostrar que não houve atividades na conta no período questionado.
Críticos apontam que a detenção ocorreu sem perícia técnica prévia ou consulta direta à empresa, levantando debates sobre o devido processo legal e possíveis abusos em prisões preventivas.
Martins, preso desde fevereiro de 2024 no âmbito da Operação Tempus Veritatis – investigação sobre suposta tentativa de golpe que nunca aconteceu –, já havia sido alvo de controvérsias semelhantes.
Anteriormente, sua defesa desmontou alegações de uma viagem aos EUA que nunca ocorreu, baseada em delações consideradas inconsistentes. Agora, com essa nova evidência, o pedido de revogação da prisão ganha força, com apoiadores clamando por “liberdade para Filipe Martins” em manifestações online e offline.
Especialistas em direito penal consultados destacam que, se confirmada a ausência de violação, o caso pode expor fragilidades no sistema judiciário brasileiro, especialmente em processos de alta visibilidade política.
“É desumano manter alguém detido por acusações sem base factual sólida”, comentou um jurista que preferiu não se identificar, referindo-se à prisão como potencialmente “injusta”.
Até o momento, o STF não se pronunciou sobre o novo pedido de habeas corpus, mas fontes indicam que uma decisão pode sair nas próximas horas.


















