PF aprofunda investigação sobre gestão e aquisições de ações
Uma auditoria externa contratada pela nova diretoria do Banco de Brasília (BRB) trouxe revelação bombástica: o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (liquidado extrajudicialmente em 2025), era sócio do BRB, junto com Maurício Quadrado (ex-sócio do Master) e João Carlos Mansur (fundador e ex-executivo da Reag Investimentos).
A descoberta, detalhada em relatório encaminhado ao Banco Central, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF), motivou a abertura de uma nova frente de investigação para apurar a gestão da instituição, cujo sócio majoritário é o governo do Distrito Federal.
A auditoria, iniciada em 2 de dezembro de 2025 a pedido da atual administração (após exoneração do ex-presidente Paulo Henrique Costa), identificou que as ações foram adquiridas por meio de estruturas intermediárias e fundos, o que dificultou o rastreamento inicial dos reais compradores.
A PF agora foca em como ocorreram essas compras e vendas, especialmente porque Vorcaro e o ex-presidente do BRB não mencionaram a participação acionária em depoimentos anteriores.
A defesa de Vorcaro rebateu em nota ao SBT News, afirmando que a participação foi feita por meio de holding do Banco Master, devidamente registrada e dentro das regras do mercado, com o objetivo de aumentar o capital do Master.
O caso se soma ao escândalo maior do Banco Master, que envolve suspeitas de fraudes em carteiras de crédito vendidas ao BRB (operação de R$ 12 bilhões barrada pelo BC), gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e conexões com a CPMI do INSS.


















