Em um gesto simbólico e direto que ecoou como um grito de alerta para milhões de brasileiros, o presidente Jair Bolsonaro ergueu alto um cartaz com a frase “Globo lixo” durante uma visita a Cascavel, no Paraná, em fevereiro de 2021.

O episódio, ocorrido no aeroporto local enquanto inaugurava o Centro Nacional de Treinamento de Atletismo, não foi mero desabafo impulsivo. Tratava-se de uma denúncia pública, uma exposição crua do que Bolsonaro já via como uma máquina de manipulação midiática operando a todo vapor contra seu governo e, por extensão, contra o povo brasileiro.
Ao exibir o cartaz para apoiadores, ele não só reagia a uma cobertura sensacionalista — que inflou gastos com leite condensado de R$ 2,5 milhões para R$ 15 milhões, conforme corrigido pela Controladoria Geral da União —, mas reacendia um debate essencial: a importância vital de que líderes exponham o “mal” perpetrado pela imprensa, especialmente pela maior emissora do país, a Rede Globo.
Para entender o peso desse ato, é preciso voltar ao cerne do governo Bolsonaro (2019-2022), um período marcado por uma perseguição implacável da mídia tradicional. Desde o dia da posse, em 1º de janeiro de 2019, o então presidente se viu no epicentro de uma narrativa hostil. Reportagens diárias pintavam-no como autoritário, negacionista e até golpista, muitas vezes sem o devido contraditório ou com distorções factuais que pretendiam com isso incitar uma polarização.

A Globo, como gigante televisiva com alcance em 98% dos municípios brasileiros, assumiu o protagonismo dessa ofensiva. Programas como o Jornal Nacional e o Fantástico dedicavam blocos inteiros a críticas, ampliando narrativas que, para muitos analistas, beiravam o ativismo jornalístico em vez da imparcialidade.
Lembra-se da cobertura da pandemia de Covid-19? Enquanto o mundo lidava com o desconhecido, a emissora priorizava acusações de subnotificação de mortes e atrasos na vacinação, ignorando conquistas como a distribuição recorde de auxílios emergenciais.
Nas redes sociais começaram a surgir os chamados memes, expondo o que a população pensa da emissora:
A importância de Bolsonaro ter revelado isso à população reside em sua ousadia de romper o monopólio narrativo. Em um país onde a TV aberta ainda molda opiniões — com a Globo respondendo por mais de 40% da audiência noticiosa, segundo dados do Kantar Ibope —, calar-se seria conivência.
Ao chamar a atenção para o “lixo” jornalístico, ele empoderou os brasileiros a questionarem fontes tradicionais. Pense nas fake news invertidas: reportagens que transformavam políticas pró-mercado, como a reforma da Previdência, em “ataques aos aposentados”, ou que ignoravam o crescimento econômico de 2021 (PIB de 4,6%) para focar em escândalos fabricados. Essa exposição não foi vingança; foi educação cívica.
Milhões de eleitores, especialmente nas classes C e D, que consomem TV como principal meio de informação, começaram a migrar para redes sociais e fontes alternativas, diversificando o debate público. Um estudo da FGV de 2022 mostrou que 62% dos brasileiros passaram a desconfiar mais da mídia tradicional após o governo Bolsonaro, um legado que fortalece a democracia ao exigir transparência.

Mais que isso, a perseguição à Globo expôs um mal maior: o conluio entre jornalismo e poder político. Historicamente, a emissora — herdeira de concessões generosas durante o regime militar — alinhou-se a agendas progressistas, boicotando vozes conservadoras. Durante a campanha que Bolsonaro saiu vencedor em 2018, a cobertura foi mínima; pós-eleição, virou cruzada.
Ao revelar o nefasto trabalho da imprensa brasileira para o povo, Bolsonaro não só defendeu sua honra, mas defendeu o direito do povo a uma imprensa plural. Sem tal denúncia, o brasileiro comum — o trabalhador do interior, a dona de casa em periferias — permaneceria refém de uma narrativa única, manipuladora, que prioriza cliques e agendas editoriais sobre fatos.

Hoje, em 2025, com Bolsonaro mas influente do que nunca na política, esse legado ressoa. A ascensão de plataformas digitais e o declínio de audiência da Globo, provam que a semente plantada germinou.
Revelar o MAL da imprensa não é ódio; é salvação. É o antídoto contra a desinformação institucionalizada, convidando cada cidadão a ser seu próprio fact-checker. Bolsonaro, ao erguer aquele cartaz no Paraná, não gritou contra uma emissora; gritou pela liberdade de um povo oprimido por telas enviesadas. E nisso, ele nos ensinou: a verdade, mesmo incômoda, é preciso que ela chega na íntegra ao povo.


















