Diretora da Petrobras admite possibilidade de entrada na Venezuela como alternativa para gás natural
A diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angelica Laureano, afirmou que a estatal brasileira não descarta a possibilidade de atuar no mercado de gás natural da Venezuela, embora tenha enfatizado que o momento atual não é propício para avanços concretos.
A declaração foi feita a jornalistas após participação em seminário promovido pela Firjan, no Rio de Janeiro, onde a executiva debateu estratégias da companhia para diversificar fontes de gás natural.

Em meio à busca por novas reservas e oportunidades na América do Sul – região onde a Petrobras já mantém operações promissoras –, Laureano respondeu diretamente sobre o tema Venezuela, país vizinho com vasto potencial em hidrocarbonetos, mas marcado por instabilidades políticas, econômicas e sanções internacionais recentes.
“Entrar na Venezuela pode ser uma alternativa? Pode”, disse Angelica Laureano a jornalistas.
A diretora complementou que a empresa já desenvolve um projeto de gás na vizinha Colômbia, destacando a experiência regional da Petrobras. No entanto, ela ponderou que qualquer decisão futura dependeria de uma avaliação cuidadosa do cenário venezuelano.
O mercado ainda precisa avaliar tudo o que aconteceu no país e a situação precisa “evoluir”, acrescentou a executiva.
O comentário surge em um contexto de transformações geopolíticas na Venezuela, incluindo discussões sobre abertura do setor petrolífero e de gás a investimentos estrangeiros, após mudanças políticas recentes e influências externas (como dos Estados Unidos).
Apesar da abertura ao diálogo, Laureano reforçou que não há planos imediatos para entrada no país, priorizando a consolidação de projetos existentes e a análise de riscos.
A Petrobras tem focado em eficiência operacional, redução de custos e expansão sustentável de portfólio, enquanto monitora o mercado global de energia.


















