Trump intensifica campanha por anexação da ilha
A administração do presidente Donald Trump segue avançando na polêmica campanha pela aquisição da Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca.
Na sexta-feira (23/1), a conta oficial da Casa Branca no X divulgou uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando Trump caminhando na neve em direção a uma bandeira da Groenlândia, acompanhado por um pinguim que segura a bandeira dos Estados Unidos.
A postagem gerou imediata repercussão e críticas, especialmente por incluir um animal que não existe no Ártico.

A legenda da publicação foi: “Abrace o pinguim” (no original em inglês: “Embrace the penguin”), acompanhada de um link para a imagem.
A montagem tenta simbolizar uma aproximação amigável entre os EUA e a Groenlândia, mas acabou virando alvo de ironias nas redes sociais, com usuários destacando o erro geográfico: pinguins são nativos do hemisfério sul, não da região ártica onde fica a ilha.
A publicação ocorre dias após Trump afirmar publicamente que existe uma “estrutura” de acordo para a ilha, sem que qualquer documento formal tenha sido apresentado até o momento.
A ausência de comprovação oficial gerou confusão entre aliados da Otan, que questionam os reais planos da administração americana.
O primeiro-ministro da Groenlândia reforçou a posição firme do território: “Resumindo, escolhemos o Reino da Dinamarca. Escolhemos a União Europeia, escolhemos a Otan. Esta não é uma questão apenas para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca, mas sim para a ordem mundial de todos nós”. Ele classificou a soberania como uma “linha vermelha” em qualquer negociação.
A insistência de Trump na Groenlândia tem raízes em interesses estratégicos (posição militar no Ártico) e econômicos (vastas reservas minerais inexploradas), mas tem abalado relações históricas com a Europa e a Dinamarca.
Fontes indicam que opções discutidas incluem desde negociações diplomáticas até cenários mais agressivos, embora o governo americano tenha recuado parcialmente de ameaças militares após pressões internas e externas.
A campanha nas redes sociais, com imagens de IA e mensagens provocativas, reflete a estratégia de Trump de manter o tema em evidência pública, mesmo diante de resistências internacionais e da falta de avanços concretos.
O governo dinamarquês e groenlandês mantêm posição de rejeição a qualquer perda de soberania.
A Casa Branca não comentou oficialmente as reações à postagem.


















