Gilberto Kassab articula Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro para eleições presidenciais de 2026
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, está liderando negociações nos bastidores para posicionar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.
A movimentação ganhou força após um encontro entre Kassab e Zema em São Paulo, na última sexta-feira (19/12). O acordo em discussão prevê apoios mútuos: Flávio Bolsonaro e Kassab respaldariam a candidatura de Matheus Simões ao governo mineiro em 2026, enquanto o PSD avançaria com a pré-candidatura do governador gaúcho Eduardo Leite à Presidência.
Essa estratégia beneficia múltiplos lados. Para Flávio Bolsonaro, pré-candidato indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, a aliança com Zema garantiria um palanque robusto em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, complementando o apoio já sinalizado pelo governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No cenário mineiro, a presença de Zema na chapa nacional incentivaria o eleitorado bolsonarista a migrar votos para Simões, atualmente em quarto lugar nas pesquisas locais, atrás de nomes como Cleitinho (Republicanos), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB). Isso enfraqueceria concorrentes alinhados à direita, como Cleitinho.
Kassab, por sua vez, expande a influência do PSD ao manter proximidade com o bolsonarismo, lançar uma candidatura própria com Leite e preservar cargos no governo federal atual, incluindo ministérios como Agricultura, Minas e Energia e Pesca. A articulação também considera a provável desistência de Ratinho Júnior (PSD-PR) da disputa presidencial, que prefere focar em uma vaga no Senado.
As negociações ocorrem em um momento de reconfiguração da direita brasileira para enfrentar o petista Lula em 2026, com Flávio Bolsonaro consolidando sua pré-candidatura e buscando alianças no Centrão para ampliar competitividade.
A proposta ainda depende de acertos finais, mas já redesenha o tabuleiro eleitoral nacional, unindo forças regionais em prol de uma frente mais ampla.


















