Mundo fica ainda mais próximo de uma catástrofe global
O Bulletin of the Atomic Scientists anunciou hoje o novo posicionamento do famoso Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock), que simboliza o quão perto a humanidade está de uma destruição em massa causada por ações humanas. Pela primeira vez em sua história, o relógio foi avançado para 85 segundos para a meia-noite, representando o ponto mais crítico desde sua criação em 1947.
O ajuste representa um avanço de 4 segundos em relação ao ano anterior, quando marcou 89 segundos para a meia-noite – já considerado o mais próximo da “meia-noite” (o momento hipotético de aniquilação global). Especialistas do Bulletin destacam que o mundo continua enfrentando riscos crescentes e sem avanços suficientes em soluções.
Entre os principais fatores citados para o novo ajuste estão:
- A persistência e escalada de conflitos armados, incluindo a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio;
- Aumento do risco nuclear, com potências como Rússia, China e Estados Unidos adotando posturas mais agressivas e enfraquecimento dos tratados de controle de armas;
- A crise climática acelerada, com recordes de temperatura e falta de ação efetiva global;
- Avanços disruptivos em tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA), que podem ser usadas em armas ou amplificar desinformação;
- Propagação de desinformação, teorias da conspiração e ameaças biológicas.
O Relógio do Juízo Final, criado por cientistas que participaram do Projeto Manhattan, serve como alerta simbólico para líderes mundiais sobre as ameaças existenciais à humanidade, abrangendo armas nucleares, mudanças climáticas, tecnologias disruptivas e mais.
“A definição do Relógio do Juízo Final em 89 segundos para a meia-noite é um aviso para todos os líderes mundiais”, advertiu Daniel Holz, presidente do Conselho de Ciência e Segurança do Bulletin, em declaração relacionada ao ajuste anterior – ecoando a urgência que persiste em 2026.
Apesar de não haver uma citação direta específica no anúncio mais recente preservada em aspas no texto fornecido, o Bulletin enfatiza que a falta de progresso em negociações nucleares, regulação de IA e combate às mudanças climáticas agravou a situação.
O grupo reforça que o relógio foi ajustado 26 vezes desde 1947, com a maioria dos movimentos para frente indicando piora.
Esse novo posicionamento intensifica o debate sobre a necessidade urgente de cooperação internacional para reverter tendências perigosas.
Analistas apontam que o avanço para 85 segundos reforça a percepção de que a humanidade está à beira de um abismo, exigindo ações imediatas de governos e sociedade civil.


















