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Conselheiro de Trump responde com insulto a crítica de Lula

Jason Miller ataca presidente brasileiro após condenação aos ataques americanos que resultaram na captura de Nicolás Maduro

Jason Miller, um dos principais assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direcionou uma ofensa direta ao petista Lula da Silva em uma postagem nas redes sociais.

A reação veio após Lula condenar a operação militar americana na Venezuela, que culminou na detenção de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Em publicação no X (antigo Twitter), Miller compartilhou uma notícia sobre a declaração de Lula e escreveu:

“Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”, afirmou o conselheiro de Trump, em tradução livre.

A resposta ocorreu horas depois de Lula se manifestar contra os bombardeios realizados pelos EUA em território venezuelano no sábado (3 de janeiro).

O petista classificou a ação como uma violação grave do direito internacional.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.

Ele prosseguiu: “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Além disso, Lula destacou:

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

O episódio ocorre em meio a tentativas recentes de aproximação entre Lula e o governo Trump, incluindo recuos americanos em sanções comerciais e punições individuais.

No entanto, a questão venezuelana continua sendo um ponto de tensão, frequentemente explorado por opositores de Lula no Brasil devido à proximidade histórica com o governo de Maduro.

Contexto da operação militar Americana

No sábado (3), os Estados Unidos conduziram ataques em várias regiões da Venezuela, anunciados por Trump como uma “operação de grande escala”.

O presidente americano confirmou a captura de Maduro e Cilia Flores, que foram transportados para Nova York, onde enfrentarão acusações de narcoterrorismo.

Trump divulgou uma imagem de Maduro algemado, com olhos vendados e protetores auriculares, a bordo do navio USS Iwo Jima.

Ele justificou a intervenção citando interesses no petróleo venezuelano e anunciou que os EUA administrarão o país até uma transição de poder.

Com a remoção de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando interino da Venezuela e declarou que o país não se renderá à intervenção estrangeira.

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