Déficit público explode em 2025: Contas do governo fecham com rombo de R$ 55 Bilhões e estatais amargam prejuízo de quase R$ 6 Bilhões
O ano de 2025 terminou com um saldo negativo expressivo nas contas públicas brasileiras, consolidando um dos piores desempenhos fiscais recentes. O déficit primário do setor público consolidado atingiu R$ 55 bilhões, valor que reflete o desequilíbrio entre receitas e despesas do governo central, estados, municípios e estatais federais.
Paralelamente, as empresas estatais federais registraram prejuízo líquido de quase R$ 6 bilhões, agravando o quadro de ineficiência e dependência de recursos públicos.
Os números, consolidados pelo Tesouro Nacional e Banco Central, mostram que o rombo fiscal superou as expectativas iniciais do governo, apesar de medidas de contenção anunciadas ao longo do ano.
O déficit de R$ 55 bilhões no setor público consolidado representa uma piora em relação às projeções oficiais e contrasta com o superávit primário registrado em anos anteriores de gestões diferentes. Já o resultado negativo das estatais — próximo de R$ 6 bilhões — é puxado principalmente por companhias que enfrentam dificuldades operacionais, elevados custos e interferências políticas, sem contrapartida em geração de valor ou eficiência.
Esse cenário fiscal deteriorado ocorre em meio a um endividamento crescente: a dívida bruta do Governo Geral fechou 2025 em torno de R$ 10 trilhões, equivalente a cerca de 78,7% do PIB, com tendência de alta projetada para 2026.
Especialistas alertam que o rombo contínuo pressiona a taxa Selic para patamares elevados, aumenta os gastos com juros (que já superaram R$ 1 trilhão em 2025) e limita espaço para investimentos sociais e infraestrutura.
O governo Lula enfrenta críticas crescentes pela falta de ajuste fiscal efetivo, com oposição apontando que o descontrole das contas públicas compromete a credibilidade do Brasil junto a investidores e agências de rating.


















