Com a mudança Daniel Vorcaro será ouvido dia 23 de fevereiro às 16:00 no Senado Federal
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS antecipou o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, fundador e ex-proprietário do Banco Master, para a próxima segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, às 16h, no Senado Federal.
A mudança foi anunciada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após reunião com o vice-presidente do colegiado, deputado Duarte Júnior (PSB-MA). O depoimento, que estava marcado originalmente para o dia 26 de fevereiro (quinta-feira), foi remarcado para garantir “prioridade absoluta aos trabalhos” da CPMI, cujo foco central é investigar irregularidades em empréstimos consignados e os prejuízos causados a aposentados, pensionistas, viúvas e órfãos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“O nosso compromisso é com o Brasil. É com as viúvas, órfãos e aposentados do nosso país que foram lesados justamente por quem mais deveria defendê-los”, afirmou o senador Carlos Viana em declaração oficial. Ele reforçou que a comissão atuará “com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.
O depoimento de Vorcaro na CPMI ocorre em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master, que teve intervenção e liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 2025. A comissão busca esclarecimentos sobre contratos de consignados supostamente irregulares, nos quais descontos foram feitos em benefícios do INSS sem comprovação de anuência dos beneficiários, gerando prejuízos bilionários e denúncias de fraudes.
O empresário já prestou depoimento à Polícia Federal em dezembro de 2025 no âmbito de inquérito relacionado às irregularidades financeiras do conglomerado.
Com a antecipação, a CPMI se adianta ao depoimento de Vorcaro na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), marcado para terça-feira (24/02/2026). A disputa pela ordem das oitivas reflete a alta sensibilidade do tema, que envolve não apenas o setor financeiro, mas também a proteção a vulneráveis e a fiscalização de contratos com o INSS.
O caso ganhou contornos institucionais graves, com menções a possíveis conexões políticas e questionamentos sobre transparência. A defesa de Vorcaro havia alegado questões de saúde para adiamentos anteriores, mas a comissão priorizou a celeridade para avançar nas investigações.


















