Advogados do presidente informam ao STF que não há “qualquer dado objetivo” de comunicação com o filho; Michelle Bolsonaro também nega ter recebido ou mostrado o material
A defesa de Jair Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação negando que o ex-presidente tenha tido qualquer acesso ou conhecimento prévio do vídeo gravado pelo filho Eduardo Bolsonaro durante evento nos Estados Unidos.

O ministro Alexandre de Moraes havia determinado que a defesa prestasse esclarecimentos em 24 horas sobre a fala de Eduardo, que afirmou estar gravando para mostrar ao pai. A defesa respondeu que não existe “qualquer dado objetivo” indicando comunicação entre Bolsonaro e o filho.
Segundo os advogados, o ex-presidente cumpre de forma “rigorosa”, “integral” e “permanente” as medidas cautelares impostas na prisão domiciliar temporária, “especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros”.
A nota da defesa destaca que Bolsonaro só tomou conhecimento da suposta gravação por meio do próprio despacho de Moraes:
“Não havendo ciência prévia da gravação realizada por terceiro durante evento ocorrido no exterior, tampouco de sua posterior divulgação em rede social.”
Ainda conforme os advogados, a declaração feita por Eduardo nos EUA ocorreu sem qualquer participação ou orientação de Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também divulgou nota negando envolvimento:
“Não houve recebimento de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza. Em consequência, não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-presidente Bolsonaro, uma vez que as prescrições judiciais estão sendo cumpridas integralmente.”
O caso envolve um vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), nos EUA, no último sábado (28 de março de 2026). Na gravação, ele mencionou a intenção de mostrar o conteúdo ao pai no futuro, quando as condições judiciais permitissem.
Fonte: CNN BRASIL

















